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Santa Catarina

Santa Catarina registra 10 ataques de cães a animais marinhos em 2026; morte de filhote de elefante-marinho está sendo investigada

O Projeto de Monitoramento de Praias confirmou que cachorros soltos feriram diversos animais no litoral de SC, com destaque para a suspeita de ataque a filhote de elefante-marinho.

17/10/2026 às 12h34

Santa Catarina registrou pelo menos 10 casos de ataques de cães a animais marinhos no litoral do estado em 2026, segundo dados do Projeto de Monitoramento de Praias (PMP). A maior parte desses incidentes ocorreu na região Sul catarinense. Um dos casos mais graves é a morte de um filhote de elefante-marinho, cuja causa está sendo investigada sob suspeita de ataque por cães.

De acordo com André Barreto, coordenador-geral do PMP na Bacia de Santos para Santa Catarina e Paraná, as lesões encontradas em alguns animais indicam agressões compatíveis com ataques de cães. Barreto também destacou que esses cachorros soltos representam perigo não apenas para a fauna marinha, mas também para a equipe de pesquisadores, visto que já houve registros de ataques a monitores do projeto em praias como Barra Velha, Itapoá e São Francisco do Sul.

O filhote de elefante-marinho nasceu de forma rara em 26 de setembro em Jaguaruna, no Sul catarinense, uma região incomum para o nascimento dessa espécie, que geralmente se reproduz na Patagônia argentina. Dois dias depois do nascimento, o animal foi encontrado morto. Exames iniciais indicam indícios de ataques de cães, mas somente após a conclusão das análises laboratoriais, que podem levar até 60 dias, será possível confirmar a causa da morte.

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Além do elefante-marinho, outras espécies como lobo-marinho, atobá e pinguim também foram vítimas de ataques de cães durante o ano. Alguns lobos-marinhos foram encontrados com feridas graves e em estado debilitado, e em alguns casos não resistiram aos ferimentos. Um atobá resgatado apresentava lesões no bico e na asa, recebendo tratamento e posteriormente sendo soltado em outra praia. Um pinguim também foi encontrado com ferimentos no crânio e olho esquerdo exposto, vindo a óbito pouco depois do atendimento.

O PMP reforça o alerta para os riscos causados por cães soltos nas praias. Mesmo com o carinho que a população tem pelos animais de estimação, quando soltos eles podem formar matilhas e atacar a fauna local. Essa situação exige cuidados e conscientização para preservar o meio ambiente e a segurança dos animais marinhos e das equipes de monitoramento.

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