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Rio de Janeiro

Polícia prende última suspeita envolvida em esquema de exploração sexual de menores no Rio de Janeiro

Mariana de Oliveira Minas, de 42 anos, foi detida em abrigo de Itaboraí, encerrando busca por membros de organização criminosa.

17/10/2026 às 06h50

A Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav) realizou, na quarta-feira (14), a prisão de Mariana de Oliveira Minas, de 42 anos, última suspeita foragida ligada a uma organização criminosa investigada por exploração sexual de menores no Rio de Janeiro. A detenção ocorreu em um abrigo na cidade de Itaboraí, Região Metropolitana.

Mariana foi identificada como empregada doméstica do professor universitário e advogado Cordovil Antônio Nogueira Martins, reconhecido como líder do grupo e preso desde março de 2026. Ele responde a processos na Vara Especializada em Crimes contra Criança e Adolescente da Capital (Veca), com prisão preventiva decretada.

O histórico de Mariana inclui passagens por abandono de incapaz e homicídio cometido em 2012 contra o ex-marido; foi presa por este último crime. A polícia obteve mensagens de celular após a quebra de sigilo que mostraram que ela encaminhava fotos de meninas menores de idade para Cordovil, além de sugerir estratégias para envolver familiares das vítimas e burlar fiscalização.

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Em agosto de 2026, um caso registrado na 71ª DP (Itaboraí) por abandono de incapaz teve como protagonista uma criança encontrada sozinha após receber um celular da mãe, Mariana, e passar a residir em um abrigo na cidade. Este episódio integrou as investigações que resultaram nas prisões.

Além de Mariana e Cordovil, a operação prendeu Luiz Alberto Martins Sobrinho, de 68 anos, na Gávea, Zona Sul, e Ariane de Oliveira Minas em Nova Iguaçu, ambos com mandados de prisão temporária expedidos pela Vara Especializada em Crianças e Adolescentes (Veca). Todos respondem por crimes que incluem estupro de vulnerável, associação criminosa e favorecimento à prostituição. Luiz Alberto também é investigado por armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil.

Segundo a delegada titular da Dcav, Maria Luiza Machado, o esquema se aproveitava da situação de vulnerabilidade social das vítimas, oferecendo presentes, dinheiro, lanches e celulares para captar e silenciar as menores envolvidas no esquema criminoso.

As defesas dos suspeitos não foram localizadas para comentários até o momento.

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