Carro de homem morto em perseguição em Botafogo estava ligado a cerca de 14 roubos e furtos, informa Civitas
Veículo monitorado pela Prefeitura do Rio foi alertado 19 vezes antes da perseguição que terminou com a morte do motorista em Botafogo.
O veículo utilizado por Luís Fernando Rodrigues dos Santos, de 28 anos, que morreu durante uma perseguição policial na Rua São Clemente, em Botafogo, Zona Sul do Rio, estava ligado a cerca de 14 ocorrências de roubos e furtos desde abril, conforme relatórios da Civitas, central de inteligência da Prefeitura do Rio.
O carro recebeu 19 alertas do sistema de monitoramento municipal nesta quarta-feira (21), antes de a perseguição começar. As câmeras municipais vinham monitorando o veículo a pedido da Polícia Civil, que investigava sua participação em crimes na região.
Segundo a Polícia Civil, Luís Fernando era suspeito de integrar uma quadrilha especializada em roubos na Zona Sul e foi identificado durante a apuração da tentativa de latrocínio contra Tania Andrade Lima, de 80 anos, arqueóloga e professora aposentada baleada em um assalto no Leblon na semana anterior.
De acordo com a Civitas, o carro também forneceu apoio logístico no crime contra a idosa. Durante a perseguição, iniciada na manhã do dia 21, o veículo bateu na traseira de outro carro na Rua São Clemente, quando houve troca de tiros entre Luís Fernando e os policiais. Ele foi atingido e não resistiu aos ferimentos no Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. A mulher que estava com ele sofreu ferimentos por estilhaços e prestou depoimento.
O motorista do outro carro envolvido, Paulo Roberto de Andrade Cardoso, relatou ter sido surpreendido pela colisão. A polícia realizou perícia no local para esclarecer as circunstâncias do confronto.
A Polícia Civil também destacou que Luís Fernando teria participado da tentativa de latrocínio contra a senhorinha no Leblon, ocorrida na Avenida General Venâncio Flores. A vítima havia acabado de sacar dinheiro em um banco quando foi abordada e reagiu, sendo baleada três vezes.
Na sequência, as autoridades iniciaram operação para capturar James Dean Chagas Lindoso, conhecido como Dean, apontado como autor dos disparos contra a arqueóloga. Lidando com a liberdade condicional obtida em abril, ele fugiu após o caso ganhar repercussão.
As investigações continuam para identificar todos os integrantes do grupo e apurar a participação deles em outros roubos na Zona Sul do Rio.