UFPE cria cursos de Fonoaudiologia e Inteligência Artificial em Caruaru e implanta Medicina em Sertânia em 2027
Universidade Federal de Pernambuco amplia oferta acadêmica em Caruaru e Sertânia com novos cursos para atender demanda local.
A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) aprovou a criação de dois novos cursos de graduação no Centro Acadêmico do Agreste (CAA), em Caruaru: Fonoaudiologia e Ciência de Dados e Inteligência Artificial. Além disso, a instituição anunciou a implantação do curso de Medicina no Centro Acadêmico do Sertão (CAS), localizado em Sertânia, com início previsto para 2027.
A decisão foi deliberada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) na reunião realizada no dia 5 de outubro de 2026. O bacharelado em Fonoaudiologia oferecerá 40 vagas, com aulas ministradas no turno da noite, em uma duração total de cinco anos. O curso visa preparar profissionais para atuar em promoção da saúde, prevenção, avaliação e tratamento relacionados à comunicação humana, abrangendo linguagem, fala, voz e audição, além de aspectos ligados à alimentação em diferentes fases da vida.
O bacharelado em Ciência de Dados e Inteligência Artificial terá 30 vagas, com funcionamento em período integral. A graduação será estruturada em dois ciclos, iniciando pelo Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia (BICT), seguido pela especialização em Ciência de Dados e Inteligência Artificial. Os conteúdos programáticos contemplarão programação, estatística, bancos de dados, análise e visualização de informações, aprendizado de máquina, sistemas inteligentes e aspectos éticos ligados à privacidade, segurança e uso responsável da tecnologia.
Os estudantes formados poderão atuar em diversas áreas, incluindo tecnologia, indústria, comércio, saúde, educação, finanças e gestão pública, desempenhando funções como análise de dados, desenvolvimento de soluções em inteligência artificial, automação e criação de modelos para suporte à tomada de decisão.
Segundo Juliana Angeiras, vice-diretora do Centro Acadêmico do Agreste, a criação dos cursos atende à demanda por formação qualificada no interior do estado. Para o reitor da UFPE, Alfredo Gomes, a aprovação integra o esforço de expansão da universidade e ampliação do acesso ao ensino superior público em Pernambuco.