Cheia nos rios Paraná e Iguaçu alaga casas e ruas na fronteira Brasil-Paraguai, moradores enfrentam dificuldades
Fortes chuvas provocam alagamentos em Foz do Iguaçu e Cidade do Leste, deixando famílias desabrigadas e exigindo uso de barcos para locomoção.
As fortes chuvas registradas na fronteira entre Brasil e Paraguai provocaram a elevação dos rios Paraná e Iguaçu, gerando alagamentos que afetaram residências, ruas e empresas em ambos os lados da divisa.
De acordo com informações divulgadas na segunda-feira (12) pela Defesa Civil e órgãos responsáveis, a cidade paraguaia de Ciudad del Este foi particularmente atingida, com pelo menos 185 famílias desalojadas nos bairros San Rafael e San Agustín. As famílias foram conduzidas a abrigos municipais e escolas, enquanto equipes de emergência, apoio militar e voluntários auxiliam na retirada de pertences e transporte dos moradores para locais seguros.
Do lado brasileiro, Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, registrou acumulados de chuva de até 170 milímetros em menos de 24 horas. A Defesa Civil reportou que nove pessoas ficaram desabrigadas e 16 desalojadas em decorrência dos alagamentos provocados pelas chuvas intensas.
Os bairros Bubas, Jardim Ipanema, Bourbon, Jardim Morenitas e Jardim das Flores sofreram com inundações, e ruas importantes como o cruzamento da Avenida Felipe Wandscheer com a Rua Itaboraí também foram afetadas. Famílias atingidas tiveram de buscar abrigos temporários, enquanto a assistência social esteve atuante para acolher moradores dos locais mais prejudicados.
O Rio Paraná alcançou a altura de 116,13 metros acima do nível do mar na estação de medição da Ponte da Amizade, local de divisão entre Brasil e Paraguai, segundo a Itaipu Binacional. A elevação do rio impactou diretamente clubes e empresas próximas às margens, como um estabelecimento de extração de areia no bairro Porto Meira e o Cataratas Iate Clube, onde o nível da água atingiu os quiosques.
A Defesa Civil mantém o monitoramento constante da situação e orienta que moradores e empresas nas áreas ribeirinhas adotem medidas preventivas para minimizar riscos diante da possibilidade de novos aumentos do nível das águas.