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Minas Gerais

Piranhas surgem no Rio Grande após registros no Lago de Furnas e geram alerta entre pescadores em Minas Gerais

Registro de piranhas no Rio Grande e Lago de Furnas preocupa pescadores que alertam para riscos ambientais e incidentes no Sul de Minas.

Por redação gnews 13/10/2026 às 16h32

Após o registro da presença de piranhas no Lago de Furnas, a espécie também passou a ser identificada no Rio Grande, em localidades do Sul de Minas Gerais como Guapé, Carmo do Rio Claro, São José da Barra e Passos. A situação vem causando preocupação entre pescadores e especialistas da região.

Na cidade de Passos, o pescador Baltazar dos Reis Silva relatou ter sido mordido por uma piranha ao retirar o animal de sua rede de pesca. Com cerca de 20 a 25 anos de experiência, Baltazar afirmou não ter visto a espécie no Rio Grande antes, tendo capturado piranhas apenas no Rio São Francisco há décadas.

O presidente da Colônia dos Pescadores local, João Batista Rodrigues, alertou para o perigo que esse peixe representa, especialmente a pescadores e frequentadores do rio. Ele enfatiza a importância da comunicação de novos registros para a colônia, a fim de auxiliar no monitoramento da situação e análise dos riscos.

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Espécie invasora traz riscos ambientais e à população

O biólogo Michael Silveira Reis explicou que a piranha não é nativa da região e classifica a sua presença como invasão biológica. Segundo ele, essa espécie pode causar desequilíbrio ecológico ao predar peixes nativos como lambaris, mandis e tilápias, além de representar perigo para os banhistas que frequentam os rios.

Ele aponta duas possíveis formas de introdução das piranhas na região: soltura intencional, que configura crime ambiental, e o transporte acidental em águas acumuladas de embarcações provenientes de locais onde a espécie é comum, como a Amazônia.

O biólogo destaca que o registro detalhado das ocorrências é fundamental para mapear os pontos onde as piranhas estão presentes. Isso possibilitaria a realização de operações de captura para remoção dos peixes e controle da população invasora, protegendo o equilíbrio ambiental e a segurança das pessoas.

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