Governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo, passa mal após discurso no Senado criticando déficit estatal
Cleitinho Azevedo se emocionou ao discursar no Senado, criticou a previsão de déficit para 2027 e recebeu atendimento médico após mal-estar.
Na tarde desta quinta-feira (15), o governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), passou mal logo após realizar um discurso no Senado Federal. Durante sua fala, Cleitinho criticou criticamente a postura do atual governador do estado, Mateus Simões, abordou o aumento da previsão de déficit nas contas públicas para 2027 e se emocionou ao fazer agradecimentos pessoais.
Conforme registrado em vídeo durante a sessão, Cleitinho mencionou que essa possivelmente teria sido sua última fala no Senado. Ele informou que estava tomando alguns remédios e por isso se sentia “um pouco eufórico” no momento. Logo após o discurso, a equipe médica do Senado atendeu o senador que sentiu mal-estar.
Relatórios médicos indicaram um pico de pressão arterial e frequência cardíaca ligeiramente elevada. Exames realizados, incluindo eletrocardiograma e teste de enzimas cardíacas, não apresentaram alterações. Após medicação e hidratação, ele recebeu alta com recomendação para repouso.
Críticas ao déficit e à gestão atual
Em seu discurso, Cleitinho questionou a revisão da previsão de déficit do Estado de Minas Gerais para 2027, que aumentou de R$ 8,87 bilhões para R$ 10,51 bilhões. A alteração foi encaminhada pelo governo Mateus Simões à Assembleia Legislativa no dia 14 de outubro, por meio de uma modificação no Projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA).
Azevedo também prometeu realizar auditoria e revisar contratos quando assumir o governo.
Resposta do Governo de Minas Gerais
Por meio de nota, o atual governo estadual defendeu que mantém compromisso com a transparência e com as contas públicas, ressaltando que o déficit previsto para 2027 é apenas uma previsão fiscal, que poderá ser ajustada pelo futuro governo, assim como a gestão atual o fez.
O texto destaca ainda a redução do comprometimento das despesas de pessoal em relação à Receita Corrente Líquida (RCL), passando de 66,65% em 2018 para 48,80% no último relatório fiscal, evidenciando medidas de contenção de gastos e ampliação de receitas adotadas desde 2019.
Além disso, o governo garantiu que os salários dos servidores estaduais serão pagos integralmente e dentro dos prazos nos próximos meses.