Suspeito de indicar localização a pistoleiros foi usado como ‘escudo’ em execução durante festa em Campo Grande
Homem baleado em ataque que matou Lucas Henrique é investigado por possível participação no crime motivado por dívida de drogas.
Um homem que foi usado como escudo em um assassinato durante uma festa no Jardim Tarumã, em Campo Grande, é suspeito de ter informado a localização da vítima aos atiradores. O caso ocorreu no dia 8 de outubro e resultou na morte de Lucas Henrique Santos Vieira, de 26 anos, conhecido como Gato Preto.
Segundo o comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, Major Cleyton da Silva, um homem de 21 anos preso no dia 19 de outubro confessou participação no crime e afirmou que o homem baleado, identificado como Davi Marques Marinho da Silva, de 24 anos, teria indicado onde Lucas estava. Davi, apelidado de Caverinha, foi alvejado durante o ataque, mas sobreviveu.
Imagens de segurança mostram Lucas puxando Davi para a frente do próprio corpo na tentativa de se proteger dos disparos. Lucas morreu no local do crime, enquanto Davi foi baleado.
A polícia investiga a hipótese de o assassinato ter sido motivado por uma dívida na ordem de R$ 17 mil relacionada a drogas. A vítima teria recebido o pagamento de um homem atualmente preso, que não teria entregue a droga negociada. Esse suspeito é apontado como o mandante do crime.
A suspeita envolvendo Davi surgiu durante as investigações do latrocínio de Gian Marcelo Samaniego Ramão, ocorrido em Campo Grande no dia 16 de outubro. Um dos presos pelo latrocínio também admitiu participação na execução de Lucas.
Além disso, documentos indicam que Davi possuía um mandado de prisão preventiva por uma tentativa de homicídio anterior ao ataque de 8 de outubro. A ordem foi cumprida após ele ser baleado, determinando sua internação na Santa Casa de Campo Grande sob escolta. Em 16 de outubro, a Defensoria Pública solicitou autorização para visita de sua mãe.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre o estado atual de internação de Davi ou sua prisão em decorrência da suspeita de participação na execução de Lucas Henrique.