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Mato Grosso do Sul

Padrasto é condenado a 80 anos de prisão por abusar de enteadas em Glória de Dourados (MS)

Homem foi sentenciado por estupro de vulnerável e estupro qualificado contra duas enteadas durante quase uma década.

20/10/2026 às 14h10

Um homem recebeu uma condenação de 80 anos de prisão em regime fechado por cometer estupro contra duas enteadas em Glória de Dourados, Mato Grosso do Sul. A decisão judicial também determinou que o condenado pague R$ 10 mil de indenização por danos morais a cada vítima.

Conforme os autos, os abusos ocorreram por diversos anos. A primeira vítima foi abusada dos 7 aos 16 anos, com o início dos crimes em 2007. A segunda enteada começou a ser abusada aos 9 anos, em 2012, e a violência continuou até ela completar 18 anos.

Os abusos sucediam quando a mãe das meninas estava ausente ou em outro cômodo da casa. O condenado ameaçava as enteadas, bem como a mãe e os irmãos delas, de morte para que não denunciassem os crimes.

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Na defesa, o réu negou as acusações, alegando que as denúncias seriam fruto de desentendimentos com as enteadas, além de relatar consumo de álcool, uso de medicamentos psiquiátricos e episódios de apagamento de memória.

Durante a instrução do processo, foram coletados inquéritos, boletins de ocorrência, relatórios do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), documentos do Conselho Tutelar, além de depoimentos das vítimas e testemunhas.

Em suas alegações finais, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul solicitou a condenação do acusado. O juiz responsável reconheceu a consistência dos depoimentos das vítimas, que foram corroborados pelas provas e documentos apresentados, e aplicou quatro penas de 20 anos, totalizando 80 anos de prisão pelos crimes de estupro de vulnerável e estupro qualificado.

Foi considerada como agravante a relação de parentesco por afinidade entre o condenado e as vítimas. Apesar da pena severa, o homem poderá recorrer da decisão em liberdade, pois o Judiciário entendeu que não havia circunstâncias suficientes para decretar sua prisão preventiva.

O Ministério Público reforça a importância da denúncia em casos de violência sexual e disponibiliza canais específicos para esse fim, incentivando a proteção das vítimas e o combate a esses crimes.

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