Voçoroca avançando perto da BR-040 leva à interdição antecipada da via marginal em Valparaíso de Goiás
DNIT bloqueia via marginal da BR-040 para obras de contenção de erosão após deformação da pista; previsão é de seis meses de trabalhos.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) interditou de forma antecipada a via marginal que acompanha a BR-040, em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, por conta do avanço de uma voçoroca na região próxima à rodovia. A decisão da interdição total considerou a segurança dos usuários diante da identificação de uma deformação recente na pista da marginal.
A obra de contenção da erosão e correção da via marginal está prevista para durar até seis meses. Para tanto, o DNIT iniciou serviços de manutenção para corrigir deformações detectadas e, simultaneamente, fechou a via marginal para realizar as operações programadas e garantir a segurança dos trabalhadores e motoristas. O órgão orienta que o tráfego seja desviado para a rodovia principal e para vias municipais de Valparaíso.
Na área afetada, pedestres e veículos dividiam o espaço, situação que se agravava especialmente em dias de chuva, com relatos de moradores sobre riscos e dificuldades no trânsito local. A prefeitura municipal acompanha e fiscaliza a intervenção, que tecnicamente cabe ao DNIT.
Intervenção técnica para contenção e drenagem
Segundo a Prefeitura de Valparaíso, a obra envolve escavações executadas pelo método não destrutivo para implantação de um tunnel liner sob a BR-040. Essa estrutura tem como finalidade interligar os dois lados da rodovia e contribuir para a redução dos alagamentos frequentes na região. A intervenção faz parte do projeto elaborado e contratado pelo DNIT, responsável pela gestão da rodovia desde sua retomada de jurisdição.
O DNIT vem realizando monitoramento contínuo da área, com ações preventivas e execução de obras para conter o processo erosivo às margens da BR-040, assim como adaptar o sistema de drenagem na altura do km 1,9 para a adequada transposição de águas pluviais.
A cobertura jornalística não conseguiu confirmar a posse atual do terreno onde se formou a voçoroca, que em 2021 era de propriedade privada.