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Goiás

Mulher é picada por cobra e leva animal ao hospital em Montividiu; especialista alerta para riscos

Após ser picada por uma jararacuçu enquanto recolhia folhas, mulher transportou cobra para hospital em Montividiu, Goiás.

21/10/2026 às 16h29  ·  Atualizado em 21/10/2026 às 16h31

Em Montividiu, no sudoeste de Goiás, uma mulher sofreu picada de cobra enquanto limpava o quintal de uma fazenda. Ao recolher folhas secas, ela foi atingida por dois botes da serpente, que se encontrava enrolada sob a folhagem. A vítima levou o animal morto até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para que a equipe médica identificasse a espécie e administrasse o antídoto adequado.

A médica veterinária Luana Borboleta, consultada pela reportagem, alertou que transportar o animal pode provocar novos ataques, recomendando que o procedimento seguro consiste em manter distância e fotografar o réptil a partir de uma posição segura. Segundo ela, uma foto do corpo inteiro da cobra é suficiente para a identificação, permitindo reconhecer características marcantes, como o chocalho em cascavéis.

No caso, a serpente foi identificada como uma jararacuçu, uma das espécies do gênero Bothrops, responsável pela maioria dos acidentes com cobras registrados em Goiás. A paciente apresentou evolução estável e teve alta médica prevista para o dia 19 de outubro de 2026.

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Luana Borboleta explicou ainda que a administração do soro antiofídico deve ser preferencialmente específica para o gênero do animal picador, enquanto o soro polivalente é utilizado somente quando não é possível identificar a serpente. O transporte da cobra para o hospital, embora tenha auxiliado na identificação, representa risco, já que o animal pode atacar novamente.

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