Mulher é picada por cobra e leva animal ao hospital em Montividiu; especialista alerta para riscos
Após ser picada por uma jararacuçu enquanto recolhia folhas, mulher transportou cobra para hospital em Montividiu, Goiás.
Em Montividiu, no sudoeste de Goiás, uma mulher sofreu picada de cobra enquanto limpava o quintal de uma fazenda. Ao recolher folhas secas, ela foi atingida por dois botes da serpente, que se encontrava enrolada sob a folhagem. A vítima levou o animal morto até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para que a equipe médica identificasse a espécie e administrasse o antídoto adequado.
A médica veterinária Luana Borboleta, consultada pela reportagem, alertou que transportar o animal pode provocar novos ataques, recomendando que o procedimento seguro consiste em manter distância e fotografar o réptil a partir de uma posição segura. Segundo ela, uma foto do corpo inteiro da cobra é suficiente para a identificação, permitindo reconhecer características marcantes, como o chocalho em cascavéis.
No caso, a serpente foi identificada como uma jararacuçu, uma das espécies do gênero Bothrops, responsável pela maioria dos acidentes com cobras registrados em Goiás. A paciente apresentou evolução estável e teve alta médica prevista para o dia 19 de outubro de 2026.
Luana Borboleta explicou ainda que a administração do soro antiofídico deve ser preferencialmente específica para o gênero do animal picador, enquanto o soro polivalente é utilizado somente quando não é possível identificar a serpente. O transporte da cobra para o hospital, embora tenha auxiliado na identificação, representa risco, já que o animal pode atacar novamente.