Delegado relembra prisão do serial killer de Goiânia: 200 policiais, sorte e 3 horas de interrogatório
Prisões de Tiago Henrique Gomes da Rocha ocorreram após buscas e uma coincidência com carteira esquecida de policial.
O delegado Douglas Pedrosa relembrou a prisão de Tiago Henrique Gomes da Rocha, conhecido como serial killer de Goiânia, ocorrida em outubro de 2014 após cerca de 70 dias de buscas intensas pela polícia. Cerca de 200 policiais receberam mandados de prisão para atuar na operação que levou à captura do vigilante, que confessou 42 assassinatos.
A captura teve um elemento inesperado. Policiais retornavam para buscar a carteira que um agente havia esquecido quando avistaram a motocicleta usada por Tiago para cometer os crimes. O sigilo da operação foi mantido para evitar que o suspeito percebesse que estava sendo monitorado, já que a polícia tinha informações precisas sobre a moto e as características físicas dele.
Após a prisão, Tiago permaneceu em interrogatório com a equipe do delegado Douglas Pedrosa por aproximadamente três horas. Durante o depoimento, o vigilante confessou ter cometido 42 assassinatos, começando pelas vítimas homossexuais e depois mulheres. Ele relatou sentir uma “vontade muito grande de matar” que aumentava até culminar nos crimes.
Tiago Henrique Gomes da Rocha foi condenado a quase 700 anos de prisão e atualmente cumpre pena no Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, em isolamento. Apesar da sentença, a legislação brasileira vigente estabelece um limite máximo de 30 anos de cumprimento de pena privativa de liberdade, o que pode permitir sua saída em 2044.