Adolescente é baleada ao tentar defender mãe morta a tiros pelo companheiro em Pontalina
Jovem de 13 anos foi atingida por três disparos e está internada com bala alojada na coluna após ataque motivado por ciúmes.
Uma tragédia ocorreu no domingo (11) em Pontalina, no sul de Goiás, quando uma mulher de 33 anos foi morta a tiros pelo companheiro dentro da própria casa. A filha dela, uma adolescente de 13 anos, foi atingida por aproximadamente três disparos ao tentar defender a mãe, segundo informações da Polícia Civil.
A menina permanece internada em Goiânia e aguarda uma cirurgia para retirada de uma bala alojada na coluna. Embora o último boletim médico indicava que ela não corria risco de morte, há preocupação com possíveis sequelas na mobilidade.
Contexto do relacionamento e antecedentes
Segundo o delegado responsável pelo caso, o casal vivia junto há cerca de três anos, com histórico de períodos separados e reconciliações. Em 2025, a mulher chegou a sofrer agressões físicas, injúrias e ameaças, chegando a solicitar medidas protetivas de urgência. Contudo, ela solicitou a revogação dessas medidas posteriormente, com a intenção de retomar o relacionamento.
A polícia relatou que o crime foi motivado por ciúmes. Uma amiga da vítima comentou que o homem controlava as redes sociais da mulher e que o casal enfrentava problemas frequentes.
Atuação policial e prisão do suspeito
Após o crime, o companheiro fugiu em uma motocicleta roubada. A Polícia Militar, com o auxílio da Companhia de Patrulhamento Especializado (CPE) e policiais de folga, iniciou buscas que resultaram na localização do suspeito no Setor Boa Vista II após uma denúncia anônima.
Durante a abordagem, o homem de 40 anos resistiu, mas foi contido e preso. A motocicleta roubada foi encontrada abandonada em área de mata próxima. A arma utilizada no crime foi apreendida no local.
O suspeito permanece em prisão preventiva e deverá responder por feminicídio contra a companheira, tentativa de feminicídio contra a filha dela, roubo e resistência à prisão. Ele ficou em silêncio durante o interrogatório.