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Espírito Santo

Polícia Civil realiza três operações contra extorsão de traficantes a provedores de internet em Vila Velha

Criminosos cobravam até R$ 3 mil de empresas para permitir serviços de internet; ataques a infraestrutura afetaram moradores.

19/10/2026 às 17h01

Cobranças de até R$ 3 mil feitas por traficantes a empresários do setor de internet em Vila Velha geraram pelo menos três operações da Polícia Civil do Espírito Santo entre setembro e outubro de 2026. Segundo relatos, empresas que não aderiam à exigência dos criminosos eram alvo de ataques a cabos e caixas de distribuição, deixando moradores sem acesso ao serviço.

Em setembro, a Polícia Civil deflagrou a primeira fase da Operação Provedor.Net, que incluiu abordagens, vistorias e o levantamento de pontos usados pelo tráfico na região de Vila Garrido. Nenhum preso foi realizado nesta etapa.

Em 9 de outubro, a segunda fase da operação ocorreu nos bairros Vasco da Gama, Cobi de Cima e Baixo, Boa Vista e São Torquato, áreas de controle da facção Primeiro Comando de Vitória (PCV). Durante essa ação, um homem foi preso e 15 câmeras utilizadas pelos criminosos para monitorar a polícia foram apreendidas.

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Essas câmeras, conectadas a uma central ainda não localizada, permitiam a criminalidade vigiar em tempo real a movimentação policial e as regiões controladas, segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Jordano Bruno.

Na operação mais recente, chamada NarcoNet, realizada em 19 de outubro, seis pessoas suspeitas de integrar o esquema foram presas em Vila Velha e Cariacica. Foram apreendidos aproximadamente 23 quilos de maconha, outras drogas, munições e materiais relacionados às atividades ilícitas.

A investigação apura ainda a ocorrência de domínio social estruturado e extorsão contra os empresários da área de provedores de internet, sobretudo em Vila Garrido. O delegado Jordano Bruno afirmou que as investigações continuam para desmantelar o esquema e garantir liberdade aos empresários para atuar sem coerção.

Empresários do setor relataram a cobrança ilegal de taxa e danos à infraestrutura quando recusavam pagar, com relatos da perda de cerca de 80 clientes devido à impossibilidade de reparos em equipamentos danificados pelos criminosos.

Moradores da região reconheceram os problemas, mas evitaram dar detalhes por medo de represálias. O grupo criminoso envolvido é ligado ao Terceiro Comando Puro (TCP) e ao Primeiro Comando de Vitória (PCV).

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