Mulher baleada no DF teria feito sinal de socorro antes de morrer, diz vizinho
Mayara Varela, 30 anos, fez gesto silencioso de pedido de ajuda antes de ser baleada e morrer; suspeito é ex-marido e está foragido.
Mayara Varela, de 30 anos, baleada na cabeça no bairro Candangolândia, no Distrito Federal, teria feito o “sinal universal de socorro” antes de morrer, segundo relato de um vizinho. O crime ocorreu na quinta-feira (15), e a vítima faleceu na sexta (16), apesar de ter sido levada ao hospital.
O vizinho contou que viu Mayara fazendo um gesto manual discreto na saída de um supermercado, quando foi abordada pelo suspeito, seu ex-companheiro André Eduardo da Silva, que está foragido. O gesto consiste em palmear a mão com a palma para fora, dobrar o polegar para dentro e fechar os outros quatro dedos sobre ele, sinal silencioso utilizado para indicar perigo e pedir ajuda sem alertar o agressor.
Segundo a família, Mayara já havia registrado um boletim de ocorrência contra André Eduardo, e acredita-se que o crime tenha relação com uma disputa envolvendo pensão alimentícia da filha do casal, de 3 anos.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o suspeito agiu de forma agressiva contra a vítima, que chegou a ser socorrida pela Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, e encaminhada ao Hospital de Base, onde não resistiu aos ferimentos. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio.
A violência contra mulheres pode e deve ser denunciada por meio dos canais oficiais, como o 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Também é possível solicitar medidas protetivas que obrigam o agressor a se afastar da vítima.