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Distrito Federal

Arcebispo de Brasília chama atenção para divisões e enfatiza amor em missa de Nossa Senhora Aparecida

Cardeal Paulo Cezar Costa destacou a necessidade de diálogo e respeito em tempos de polarização durante celebração em Brasília.

Por redação gnews 12/10/2026 às 23h00
1 de 1 O Arcebispo Metropolitano de Brasília, cardeal Paulo Cezar Costa, na Missa Solene de Nossa Senhora Aparecida
1 de 1 O Arcebispo Metropolitano de Brasília, cardeal Paulo Cezar Costa, na Missa Solene de Nossa Senhora Aparecida — Foto: TV Globo/Reprodução

O Arcebispo Metropolitano de Brasília, cardeal Paulo Cezar Costa, ressaltou durante a Missa Solene de Nossa Senhora Aparecida realizada na tarde de 12 de outubro de 2026 na Catedral de Brasília, que o país vive um período marcado por divisões, palavras agressivas e dificuldades para o diálogo. Ele pediu que prevaleça o amor entre as pessoas.

Em seu discurso, o cardeal enfatizou a urgência de construir uma “civilização do amor” onde as diferenças, inclusive políticas, sejam encaradas como uma riqueza e uma normalidade na convivência social.

Polêmica em torno de Nossa Senhora Aparecida nas eleições

Durante o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, a figura de Nossa Senhora Aparecida foi tema de controvérsia em razão de publicações nas redes sociais que atribuíram aos políticos Flávio Bolsonaro e a parlamentares de direita a intenção de retirar da santa o título de Padroeira do Brasil.

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Não existe atualmente no Congresso qualquer projeto formalizando essa proposta, tampouco uma mobilização organizada de grupos evangélicos para tal ação. A questão alcançou instâncias superiores, como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Supremo Tribunal Federal (STF), gerando confrontos entre Flávio Bolsonaro e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Em 27 de setembro, Flávio Bolsonaro declarou que o Partido dos Trabalhadores (PT) teria criado uma “fake news” acerca de Nossa Senhora Aparecida, supostamente com a colaboração de pessoas ligadas à CNBB, embora não tenha apresentado provas quanto à participação da entidade. Por sua vez, a CNBB negou qualquer envolvimento na produção ou divulgação de informações falsas relacionadas ao tema e às eleições, reforçando que “mentira não se combate com outra mentira”.

Em resposta, Flávio Bolsonaro elogiou a nota da CNBB e classificou como “a maior fake news dessa campanha” a suposta retirada do título de padroeira do país.

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