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Amazonas

Governo Federal mobiliza aviões e helicópteros para combater incêndios no Amazonas

Operação aérea utiliza aviões Air Tractor e cargueiro KC-390, além de helicópteros, para controlar focos de incêndio que cresceram 271% em outubro.

Por 13/10/2026 às 06h45

O governo federal iniciou no domingo (11) uma operação aérea para combater os incêndios florestais no estado do Amazonas. A ação mobilizou aviões e helicópteros para atuação em diferentes regiões, diante do aumento significativo das queimadas registrado no início de outubro.

Nos primeiros dez dias do mês, o Amazonas reportou 1.380 focos de incêndio, representando uma elevação de 271% em relação ao mesmo período de 2025, conforme dados do Painel do Fogo do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

Aeronaves e regiões de atuação

Quatro aviões Air Tractor, operados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), lançam água sobre áreas atingidas pelo fogo em Autazes e nas proximidades de Manaus, a partir da Base Aérea da capital amazonense. Outros dois Air Tractor estão posicionados na região de Itacoatiara.

Além disso, um cargueiro militar KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB), com capacidade para despejar até 12 mil litros de água em uma única passagem, foi alocado para atuar na região de Parintins.

Complementando o esforço aéreo, três helicópteros foram disponibilizados para diferentes missões, com Itacoatiara recebendo uma base estruturada para apoiar as operações.

Operação e condições ambientais

A operação envolve planejamento detalhado para identificar e priorizar os focos de incêndio. Durante os voos, as equipes monitoram os incêndios, avaliam as condições do terreno e adequam a rota para realizar os lançamentos de água com segurança e eficácia.

Nos voos iniciais, a equipe do Esquadrão Zeus da FAB, comandada pelo tenente-coronel aviador Daniel Souza, encontrou uma grande concentração de fumaça logo após a decolagem, o que evidencia o agravamento das queimadas na região.

A intensa fumaça provocada pelos incêndios deixou Manaus encoberta na segunda-feira (12), resultando na pior qualidade do ar do Brasil pelo quinto dia consecutivo, conforme dados da plataforma internacional IQAir.

Segundo a meteorologista Andrea Ramos, a baixa dispersão dos poluentes próxima à superfície, agravada pela insuficiente capacidade atmosférica de dispersar a fumaça durante o dia, contribuiu para a persistência da poluição na capital amazonense.

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