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Suspeito de matar duas irmãs fingindo ser policial é preso no Ceará

Jandson Adriel foi detido em Aiuaba, acusado de envolvimento no assassinato das adolescentes em Tauá.

Segundo suspeito de fingir ser policial e matar irmãs é preso no Ceará.
Segundo suspeito de fingir ser policial e matar irmãs é preso no Ceará. — Foto: PMCE/Reprodução

Jandson Adriel do Prado da Silva, de 20 anos, foi detido na última sexta-feira (30) em Aiuaba, no Ceará. Ele é apontado como suspeito de integrar um grupo criminoso que fingiu ser policiais e assassinou duas irmãs adolescentes na zona rural do município de Arneiroz, conforme apurado pela Polícia Militar.

As vítimas tinham 15 e 17 anos e foram levadas à força de suas casas por quatro homens que se apresentaram falsamente como agentes públicos. Os corpos foram encontrados no dia 13 de outubro em uma área de mata na comunidade de Angicos, em Tauá, município vizinho.

Suspeito de matar irmãs levadas à força de casa é preso no Ceará.
Suspeito de matar irmãs levadas à força de casa é preso no Ceará. — Foto: Reprodução

Detalhes da prisão e acusações

Após receberem informações de que Jandson, conhecido pela alcunha “Atrevido”, estaria no centro de Aiuaba, policiais militares o abordaram. Ele tentou fugir, mas foi detido. Em uma casa próxima, foi apreendido um revólver calibre .38 com cinco munições. A Polícia Civil o autuou por porte ilegal de arma de fogo.

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Jandson possui antecedentes policiais por roubo e ameaça. Ele se soma a outro suspeito, Antônio Wellington Alves Pires, preso em Tauá, também ligado ao duplo homicídio.

Motivação e contexto do crime

Segundo investigações preliminares, o crime está relacionado a conflitos entre facções criminosas que atuam na região. As irmãs teriam se mudado para a casa dos avós em Arneiroz na tentativa de evitar violência, e uma delas teria mantido relacionamento com um integrante do Comando Vermelho (CV), grupo rival do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A suspeita é que integrantes do PCC tenham acusado as jovens de mudança de grupo, o que teria motivado a execução. Conforme a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE), os criminosos renderam a família das vítimas, imobilizaram as jovens com abraçadeiras de nylon e anunciaram que iriam matá-las.

As investigações seguem para identificar os demais envolvidos que permanecem foragidos, bem como apurar ameaças divulgadas em redes sociais relacionadas ao caso.

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