Namorado de influenciadora morta é absolvido por ataque que feriu cinco em Fortaleza
Antônio Victor foi absolvido da acusação de tentativa de homicídio, mas condenado por integrar organização criminosa em caso de 2025.
Antônio Victor, conhecido como Moskou, foi absolvido da acusação de ordenar ataque que feriu cinco pessoas em Fortaleza. O crime ocorreu em 2025 e foi investigado como retaliação pelo assassinato de sua namorada e da irmã dela, ambas influenciadoras digitais.

As vítimas do ataque no Campo do Cruzeiro, bairro Barra do Ceará, foram cinco homens com idades entre 25 e 68 anos, três deles ficando em estado grave. Eles foram baleados por um grupo que chegou ao local em um carro, em uma região controlada pela facção rival do grupo ao qual Moskou pertencia, a Guardiões do Estado (GDE).

Moskou era apontado como alvo principal no assassinato das irmãs Bianca, de 15 anos, e Maria Beatriz, de 20 anos, mortas em um ataque pelo mar realizado por criminosos da facção Comando Vermelho (CV). Elas estavam em um espigão na Vila do Mar quando foram atacadas por homens em moto aquática e bote a motor. Beatriz morreu no local, e Bianca, grávida de dois meses e namorada de Moskou, morreu na unidade de pronto atendimento após o ataque.
Os três réus do caso — Antônio Victor, Igor Rodrigues da Cruz e Ruan Pablo Ribeiro Serra — foram julgados na 6ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza. Todos foram absolvidos da acusação de tentativa de homicídio qualificado, mas condenados à prisão em regime aberto por integrar organização criminosa.
Antônio Victor foi preso no mesmo dia do ataque que deixou cinco feridos, suspeito de ordenar o crime. Igor, acusado de participação direta, foi preso posteriormente ao ser encontrado no hospital com ferimento provocado por arma de fogo.
O ataque que matou as irmãs teria como motivação atingir Moskou, que não estava no local do crime. Em depoimento, ele afirmou que as irmãs o convocaram para ir ao espigão, mas ele não compareceu por considerar a área perigosa e estar cansado após gravar vídeos para redes sociais.
As vítimas e os envolvidos estavam ligados à produção de mininovelas no Kwai, rede social onde acumulavam mais de 10 milhões de visualizações. As influenciadoras tinham mais de 1 milhão de seguidores no Instagram e divulgavam plataformas de jogos online.
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