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Exposição Amazônia Imersiva estreia no Porto até abril

Mostra realizada pela direção de Roberta Carvalho e Aíla traz projeções, músicas e narrativas amazônicas à cidade do Porto.

Exposição Amazônia Imersiva estreia no Porto até abril
Foto: Agência Brasil

A mostra Amazônia Imersiva estreia internacionalmente no Porto, em Portugal, trazendo obras de arte contemporânea da Amazônia com uso de tecnologia imersiva. A exposição ocorre na Casa das Máquinas até 30 de abril de 2027, apresentando pinturas, fotografias, vídeos, música e projeções monumentais que oferecem uma nova forma de experiência visual e sonora.

Com direção artística das paraenses Roberta Carvalho, responsável pela curadoria de artes visuais, e Aíla, que assina a direção musical, a iniciativa une saberes ancestrais dos povos da floresta e inovação tecnológica para abordar temas como memória, identidade, território e ancestralidade amazônica. A mostra propõe uma reinterpretação da relação histórica entre a Amazônia e a Europa, na qual agora são os próprios artistas amazônidas que apresentam suas narrativas ao público português.

O percurso expositivo no Porto está dividido em três salas. A primeira, intitulada "Refloresta", exibe imagens que fundem floresta e seus povos, representando a interconexão entre natureza e cultura. A segunda sala promove uma experiência imersiva com obras de sete artistas e coletivos, incluindo o MAHKU, coletivo indígena do povo Huni Kuin, e artistas como Elza Lima, Gê Viana e Paulo Desana. A terceira sala concentra-se na ancestralidade e escuta, reunindo trabalhos do escritor indígena Ailton Krenak, da cineasta Keila Sankofa, do artista Jaider Esbell (in memoriam), do ceramista Ronaldo Guedes, e inclui cânticos da cantora indígena Djuena Tikuna.

Além das artes visuais, a exposição conta com uma trilha sonora criada pelo produtor indígena Nelson D e reúne uma diversidade de vozes e ritmos amazônicos tradicionais e contemporâneos, com participação de artistas como a cantora Aíla, Cashi Silva, Agojy de Exu e o grupo Tambores do Pacoval. A trilha foi composta para acompanhar as imagens em diálogo integrado de som e visualidade.

A primeira edição da Amazônia Imersiva aconteceu em Belém, na Casa das Onze Janelas, atraindo mais de 30 mil visitantes e reunindo cerca de 30 artistas do Brasil e do exterior. A mostra combina projeções em 360 graus, instalações, música e experiências audiovisuais, consolidando-se como um espaço que valoriza a diversidade cultural amazônica e seus múltiplos olhares.

Tags: AmazôniaPortugalarte contemporâneaarte imersivacultura amazônicaexposição

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