TRE-BA manda prender secretário por ônibus parados em Salvador
Pablo Souza é alvo de mandado do TRE-BA por crime eleitoral após ônibus ficarem parados em garagens no dia da eleição.
O secretário de Transporte de Salvador, Pablo Souza, teve um mandado de prisão decretado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) em decorrência da suspensão de ônibus na capital baiana no domingo (25), data do segundo turno das eleições municipais. A determinação judicial é por crime eleitoral, relacionada à paralisação da frota que prejudicou a mobilidade no dia da votação.
Apesar da ordem, ele ainda não foi preso porque está em missão oficial na França, em Paris, e está previsto seu retorno a Salvador nesta segunda-feira (26), quando se apresentará às autoridades para prestar esclarecimentos, segundo a assessoria da prefeitura.
Perfil e trajetória profissional
Pablo Souza é economista formado pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). Em sua carreira, atuou como gerente de transporte para a FIFA entre 2013 e 2014, além de participar da organização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016. Também trabalhou na Copa América nos Estados Unidos, trabalhando com logística em Dallas (Texas), e tem experiência em consultorias na área de mobilidade.
Na administração pública local, esteve como diretor da Secretaria de Transporte antes de assumir como secretário em fevereiro de 2025. Contribuiu em projetos como a implantação do BRT de Salvador, desenvolvimento do Plano Cicloviário e coordenou a logística da operação do Carnaval na cidade.
Contexto da paralisação dos ônibus
No domingo (25), foram encontrados cerca de 940 ônibus parados em garagens, conforme dados do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon). Relatos indicam que a paralisação foi causada por uma manifestação ligada ao Sindicato dos Rodoviários, com denúncias de adesivos com propaganda política colados nos veículos, prática proibida durante período eleitoral.
A prefeitura divulgou que pelo menos 75 ônibus foram impedidos de sair das garagens, e denunciou a interferência na circulação, o que levou a ações judiciais. O prefeito Bruno Reis afirmou que a gestão pediu a remoção das propagandas para liberar a frota, mas que a saída dos ônibus acabou ocorrendo mesmo com adesivos colados, devido ao impacto eleitoral.
Posicionamento de Pablo Souza
O secretário destacou que havia publicado um decreto exigindo que as empresas cumprissem as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibindo propaganda política nos veículos. Segundo ele, os adesivos foram retirados antes da liberação, e a medida que permitiu a circulação visava preservar a democracia, ressaltando seu compromisso inegociável com o processo eleitoral.


Comentários
Entre na sua conta e seja o primeiro a comentar esta matéria.