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Secretário usa saída especial para evitar imprensa em Salvador

Pablo Souza usou saída especial no aeroporto para não ser abordado pela imprensa em Salvador, enquanto responde por investigação sobre ônibus na eleição.

1 de 1 Pablo Souza, secretário municipal de Mobilidade de Salvador
1 de 1 Pablo Souza, secretário municipal de Mobilidade de Salvador — Foto: Reprodução/Redes Sociais

O secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, alvo de investigação por uma possível retenção de ônibus durante as eleições na cidade, evitou contato com a imprensa ao desembarcar no aeroporto da capital baiana na tarde desta segunda-feira (26).

Souza retornou de viagem oficial a Paris, na França, e usou uma saída especial para autoridades, mais discreta, para evitar abordagens de jornalistas. A Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) informou posteriormente que o secretário atenderia a imprensa em coletiva marcada para terça-feira (27), seguida por entrevista à TV Bahia.

Na véspera, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) chegou a determinar a prisão do secretário, mas revogou a medida nesta segunda-feira. Segundo o órgão, a decisão considerou o encerramento da votação, a perda da finalidade imediata da prisão e a ausência de solicitação do Ministério Público Eleitoral para a medida cautelar. O cancelamento da ordem não implica absolvição nem reconhecimento de inexistência de crime.

Leia também: PF investiga redução de 50% da frota de ônibus em Salvador

Investigação sobre redução da frota de ônibus

O TRE-BA ordenou que a Procuradoria Regional Eleitoral e a Polícia Federal investiguem uma possível redução superior a 50% na frota de ônibus no dia do segundo turno das eleições em Salvador.

A Prefeitura, a Semob e as empresas concessionárias tiveram 48 horas para preservar e apresentar documentos referentes à operação dos ônibus no domingo da votação, com o objetivo de esclarecer quem determinou a redução do serviço e se houve intenção de dificultar o exercício do voto.

São apuradas possíveis infrações eleitorais, como impedir ou embaraçar o voto e desobedecer ordem judicial.

Contexto da retenção de ônibus

Na manhã do domingo de eleição, eleitores relataram falta de transporte público na cidade, gerando denúncias e ações judiciais. A prefeitura atribuiu o problema a uma manifestação vinculada ao Sindicato dos Rodoviários, lembrando que adesivos com o número da campanha de Lula foram encontrados nos ônibus, configurando proibição.

Ao menos 75 ônibus foram confirmados como retidos nas garagens, sem atualização oficial posterior sobre o total. O prefeito Bruno Reis afirmou que, após perceber atraso na liberação causado pela remoção dos adesivos, a prefeitura determinou a liberação da frota. Apesar disso, houve relatos de baixa circulação de ônibus durante toda a tarde na capital.

Em resposta à paralisação do transporte, moradores de Salvador organizaram caronas solidárias para ajudar eleitores a chegarem aos locais de votação. Esses atos foram bastante divulgados em redes sociais e mostraram motoristas fazendo filas e oferecendo transporte gratuito em grupos online.

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