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Arena Fonte Nova cria espaço adaptado para pessoas autistas a

Espaço com isolamento acústico e equipe especializada será inaugurado para acolher pessoas com Transtorno do Espectro Autista durante eventos.

A Arena Fonte Nova, em Salvador, anunciou a implantação de um espaço adaptado para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) a partir do início da temporada de jogos de 2027. Denominado Arena TEA, o ambiente especial foi projetado para promover conforto, segurança e acolhimento tanto para o público autista quanto para seus familiares durante partidas de futebol e outros eventos.

O projeto desenvolvido pela arena, com apoio de profissionais da saúde, instituições locais e torcidas organizadas, possui base em conceitos de neuroarquitetura e normas de acessibilidade. A estrutura contará com isolamento acústico, cores claras e neutras, circulação facilitada, e uma sala específica chamada "Sala Calma" para regulação emocional e redução dos estímulos sensoriais, atendendo à necessidade de sobrecarga sensorial comum em pessoas autistas.

A equipe de atendimento contará com instrutores e profissionais capacitados no sistema de gerenciamento de crises PCM, especialistas do Instituto Vivência, organização com expertise no acompanhamento de pessoas neurodivergentes. A iniciativa faz parte do programa de ESG da arena, voltado para ações ambientais, sociais e de governança.

Mais de 200 colaboradores da arena, incluindo brigadistas e orientadores, receberam treinamento específico para operar o espaço e prestar suporte adequado. Também foram realizados cursos abertos para familiares e cuidadores, visando orientações sobre cuidados e direitos das pessoas com TEA.

Para utilizar o Arena TEA, o público precisará adquirir ingresso específico. O projeto está em fase de implementação e passa por eventos-teste para ajustes nos protocolos de funcionamento.

O presidente da Arena Fonte Nova, Alexandre Gonzaga, destacou que a iniciativa visa ampliar o acesso e a participação de pessoas autistas em eventos esportivos e culturais, contribuindo para a inclusão social e superação de barreiras. A diretora do Instituto Vivência, Débora Moreira, ressaltou que a criação de espaços adaptados favorece a inserção social de pessoas neurodivergentes e seus familiares em atividades de lazer.

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