Queimadas no Pará podem levar fumaça ao Amazonas, alerta governador
Governador do Amazonas anuncia diálogo com Pará para conter incêndios e destaca aumento dos focos de queimadas no estado neste ano.
O governador do Amazonas, Roberto Cidade, informou nesta segunda-feira (26) que as queimadas localizadas no sul do Pará, especialmente na região de Itaituba próxima à divisa entre os estados, podem levar fumaça para o Amazonas nos próximos dias, estimando que esse efeito alcance o estado em até dois ou três dias.
Durante coletiva de imprensa, Cidade detalhou que o governo do Amazonas pretende estabelecer diálogo com o governo do Pará para discutir medidas conjuntas de combate aos incêndios. Ele destacou que, apesar da previsão de chuva para os próximos dias poder contribuir para a redução dos focos, o aumento da temperatura também pode incentivar a retomada das queimadas.
Segundo o governador, o Amazonas já registrou mais de três mil focos de incêndio em 2026, mais que o dobro dos mil focos identificados em 2025. Para combater essas ocorrências, o estado mobiliza uma estrutura composta por 18 aeronaves, mais de 1,5 mil bombeiros e brigadistas e 120 viaturas, com a utilização de mais de três milhões de litros de água nos locais atingidos até o momento.
A qualidade do ar na capital, Manaus, apresentou melhora na segunda-feira, com índices entre "boa" e "moderada", conforme dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva) da Universidade do Estado do Amazonas. A concentração do material particulado fino (MP2.5) ficou entre 24,4 e 37,3 µg/m³ por volta das 17h, classificações que indicam uma qualidade do ar adequada à população.
O governo estadual também enfatiza o esforço para identificar e punir responsáveis por incêndios criminosos, citando ações fiscalizatórias e apreensões realizadas, como no município de Autazes, em parceria com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).
Além disso, Roberto Cidade defendeu a locação de aeronaves por hora de voo como uma alternativa mais eficiente frente à compra dos equipamentos, permitindo que o estado utilize recursos conforme a demanda, reduzindo custos de manutenção e armazenamento em períodos menos críticos.



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