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Santa Catarina

Mulher com medida protetiva é morta em menos de uma hora após acionar botão do pânico em Santa Catarina; ex-companheiro é preso

Daiana Gisele Müller, de 38 anos, foi assassinada em Ipira menos de uma hora após pedir ajuda via botão do pânico. Ex-companheiro é o principal suspeito e foi detido.

20/10/2026 às 18h03
1 de 1 Vítima foi identificada como Daiana Gisele Muller
1 de 1 Vítima foi identificada como Daiana Gisele Muller — Foto: Redes sociais/Reprodução

Uma mulher de 38 anos foi assassinada na manhã desta terça-feira (20) em Ipira, no Oeste de Santa Catarina, menos de uma hora após acionar o botão do pânico da Polícia Militar para solicitar socorro. O caso é tratado como feminicídio.

A vítima, identificada como Daiana Gisele Müller, possuía uma medida protetiva de urgência contra o ex-companheiro, também de 38 anos, que é o principal suspeito do crime. Ele foi preso após se apresentar à polícia em Presidente Castello Branco, município vizinho.

Acionamento do botão do pânico e investigação

O botão do pânico integra o programa Rede Catarina de Proteção à Mulher, da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), criado para prevenir e enfrentar a violência doméstica. O dispositivo é destinado a mulheres que possuem medidas protetivas, permitindo que acionem rapidamente a polícia em situações de risco.

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Ao receber o alerta, a polícia enviou uma viatura com urgência à residência da vítima, localizada na Linha Capelinha, onde encontraram o imóvel arrombado. Durante as buscas, o corpo de Daiana foi encontrado submerso em um riacho. O Corpo de Bombeiros constatou o óbito no local.

Embora o laudo pericial ainda precise determinar a hora exata da morte, as investigações iniciais indicam que ela ocorreu em menos de uma hora após o acionamento do dispositivo de emergência.

Contexto da violência contra a mulher em Santa Catarina

Entre 1º de janeiro e 15 de outubro de 2026, Santa Catarina registrou 42 feminicídios, segundo dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-SC). Esse número representa um aumento de cerca de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram contabilizados 38 casos.

Especialistas destacam importância das medidas protetivas

A advogada especialista em questões de gênero Tammy Fortunato ressaltou que as medidas protetivas são fundamentais para coibir agressões e impedir casos mais graves de violência contra a mulher, como o feminicídio.

Ela enfatizou que, apesar de não garantirem proteção automática, essas medidas possuem respaldo legal e devem ser respeitadas pelas vítimas e pelas autoridades. Segundo Tammy, o descumprimento da medida protetiva deve ser comunicado imediatamente à Justiça para que ações eficazes sejam adotadas.

Consequências e próximos passos

O ex-companheiro da vítima foi detido em flagrante e está à disposição da Justiça. A Polícia Civil aguarda os resultados das perícias para esclarecer a dinâmica do crime.

Daiana deixa dois filhos. Ainda não há informações sobre as cerimônias de velório.

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