Padrasto condenado por tortura após agredir bebê com celular e puxar cabelo em SC
Homem foi sentenciado a mais de três anos de prisão por agredir o enteado de 1 ano e 6 meses dentro de um carro em Palhoça.
Um homem foi condenado a 3 anos, 2 meses e 24 dias de prisão em regime semiaberto pelos crimes de tortura e ameaça contra o enteado, um bebê de 1 ano e 6 meses, em Palhoça, região da Grande Florianópolis, Santa Catarina. A sentença foi anunciada em outubro de 2026.
O crime ocorreu em 30 de junho de 2026, quando o padrasto agrediu o bebê dentro de um veículo, usando um celular para bater na cabeça da criança e puxando seus cabelos. As agressões foram registradas em vídeo por testemunhas que também impediram o agressor de fugir do local e acionaram a polícia.
Além da pena privativa de liberdade, o homem foi condenado ao pagamento de R$ 30 mil em indenização por danos morais à vítima e está proibido de se aproximar da criança. A decisão permite que o réu recorra em liberdade.
Segundo o Ministério Público, o padrasto estava sozinho com o bebê no momento das agressões, submetendo-o a intenso sofrimento físico e mental como forma de castigo. Na ocasião, a mãe da criança informou ter ficado fora do carro por cerca de 15 minutos para atender um cliente, enquanto o padrasto permaneceu com o filho.
O Conselho Tutelar local, em conjunto com o de São José, adotou as medidas de proteção cabíveis, mantendo a criança afastada do agressor e assegurando sua segurança.
Após as agressões, testemunhas relataram que o homem teria feito ameaças, afirmando a intenção de retornar caso fosse preso.