Manaus lidera ranking de cidades com pior qualidade do ar no Brasil devido à fumaça intensa
Capital do Amazonas apresenta nível 'muito insalubre' e terá chuva neste domingo que pode amenizar poluição atmosférica.
Manaus amanheceu na manhã deste domingo (18) com uma densa camada de fumaça, que levou a capital do Amazonas a ocupar a primeira posição no ranking das cidades mais poluídas do Brasil, com índice de qualidade do ar (AQI) de 211 pontos. O nível é classificado como “muito insalubre”, segundo o sistema internacional IQAir.
Os dados indicam uma concentração crítica de material particulado fino na atmosfera, que atingiu 135,2 microgramas por metro cúbico (µg/m³), um patamar quase três vezes maior que o registrado na segunda colocada do ranking, São Paulo, que apresentava 72 pontos no mesmo índice.
Segundo a especialista Andrea Ramos, a expectativa é que as chuvas previstas para este domingo e na segunda-feira (19) contribuam para a redução da poluição, uma vez que a precipitação ajuda a remover parte das partículas em suspensão no ar. Entretanto, a especialista ressalta que a qualidade do ar pode continuar elevada mesmo após a chuva.
Informações do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), registraram índices classificados como “péssimos” em diversos pontos da cidade, como o bairro Petrópolis, que chegou a 173,5 µg/m³. No sistema Selva, a qualidade do ar é considerada boa quando a concentração de partículas está entre 0 e 25 µg/m³.
Moradores relataram cheiro forte de fumaça, dificuldades para respirar e irritação nos olhos, descrevendo o episódio como um dos mais graves já vividos em Manaus. A situação se prolonga há cerca de dez dias, devido às fumaças proveniente de queimadas.
A Prefeitura de Manaus orientou a população a adotar medidas para minimizar os efeitos da poluição, como beber bastante água, manter portas e janelas fechadas e umidificar os ambientes. Além disso, foi recomendado o uso de máscaras ao sair de casa e evitar atividades físicas ao ar livre.
As autoridades reforçaram que provocar queimadas é crime, solicitando denúncias pelos canais oficiais, como o telefone 153 e o site da prefeitura.
Em resposta à crise, o governo federal autorizou o repasse de R$ 14,3 milhões ao estado do Amazonas para ações emergenciais ligadas à resposta aos desastres decorrentes das queimadas e da alta poluição, conforme publicação no Diário Oficial da União em 16 de outubro de 2026.