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Política

Gilmar Mendes lamenta derrota de Esperidião Amin ao Senado em Santa Catarina

Ministro do STF destaca trajetória política de Amin e cita 'irracionalidade' de movimentos populares após resultado das eleições.

Por redação gnews 12/10/2026 às 18h15  ·  Atualizado em 12/10/2026 às 18h17
1 de 2 Gilmar Mendes e Esperidião Amin
1 de 2 Gilmar Mendes e Esperidião Amin — Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF - Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, manifestou lamentação diante da não reeleição do senador Esperidião Amin (PP) em Santa Catarina nas eleições de 2026. Amin, que teve uma longa trajetória política no estado, ficou em terceiro lugar na disputa para o Senado, com 1.233.034 votos, o equivalente a 15,31% dos votos válidos.

Na publicação feita na rede social X, ex-Twitter, em 10 de outubro, Gilmar Mendes evocou uma reflexão do ex-presidente do Senado, Jarbas Passarinho, sobre os movimentos populares, afirmando que eles possuem “sua lógica e sua irracionalidade”. O ministro ressaltou ainda que poucos nomes tiveram tanta relevância na política catarinense quanto Amin, que tem 78 anos.

Carreira política de Esperidião Amin

Esperidião Amin teve uma atuação marcante na política de Santa Catarina e no Congresso Nacional. Foi prefeito de Florianópolis por duas vezes, assumiu o governo do estado ainda jovem, aos 35 anos, e voltou ao cargo em 1998. Além disso, foi eleito deputado federal por três mandatos e senador da República em duas ocasiões. Presidiu seu partido nacionalmente e disputou a Presidência da República em 1994.

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No Senado, Amin dedicou-se ao desenvolvimento regional e à infraestrutura de Santa Catarina, promovendo iniciativas de apoio ao crédito para micro e pequenos empreendedores, entre outras ações relevantes para o estado.

Consequências do resultado

Com o resultado da eleição, Amin deixará de ocupar cargos eletivos a partir de 2027, situação inédita para ele nos últimos 16 anos. As duas vagas no Senado em Santa Catarina serão tomadas por Carol De Toni e Carlos Bolsonaro, ambos do PL, que assumirão o cargo pela primeira vez.

Para Gilmar Mendes, a saída de Amin representa a perda da experiência e do talento político que o senador proporcionou para Santa Catarina e o Congresso Nacional. No entanto, o ministro acredita que Amin continuará desempenhando papéis importantes para o estado e o país mesmo fora do mandato.

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