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São Paulo

Médico Luciano Lopes Pastor morre após confronto com a polícia em Catanduva

Luciano Lopes Pastor, ex-diretor do Hospital Psiquiátrico Mahatma Gandhi, morreu em tiroteio com policiais após ameaçar a esposa.

20/10/2026 às 08h09  ·  Atualizado em 20/10/2026 às 08h10

O médico Luciano Lopes Pastor, de 52 anos, morreu no dia 18 de outubro de 2026 durante uma troca de tiros com policiais militares em Catanduva (SP). O confronto ocorreu após ele ter ameaçado a própria esposa.

Luciano Lopes Pastor era cirurgião vascular e havia atuado como diretor-presidente do Hospital Psiquiátrico Mahatma Gandhi, em Catanduva. Formado pela Faculdade de Medicina de Catanduva (Fameca) entre 1995 e 2001, ele também era referência no tratamento de angioplastia e atendia pacientes tanto em sua clínica particular, no bairro São Francisco, quanto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Ambulatório do Hospital Emílio Carlos.

O médico tinha três filhos, dos quais dois são do relacionamento com a esposa, com quem manteve uma relação estável há 17 anos. Segundo informações da polícia, ele não possuía histórico de violência contra mulheres.

Leia também: Médico morre em confronto com a polícia em Catanduva; arsenal e símbolo nazista são encontrados na casa

A esposa acionou a Polícia Militar relatando ter sofrido ameaça de morte por parte de Luciano, que estava armado e agressivo após um churrasco com consumo de bebida alcoólica. Ao chegar na residência, os policiais encontraram o médico armado no portão; os dois filhos do casal estavam dentro da casa e se abrigaram no banheiro para se proteger.

Após tentativa de negociação, Luciano Lopes Pastor apontou a arma para os policiais e atirou. Os agentes reagiram e o médico foi baleado, vindo a falecer no local. A esposa foi encaminhada a um hospital para atendimento psicológico e os filhos foram retirados sem ferimentos.

Na casa do médico, os policiais apreenderam um arsenal de armas, um radiocomunicador, sistema de monitoramento e uma medalha com o símbolo da suástica nazista. Uma réplica decorativa de uma granada de mão alemã também foi encontrada, confirmada pelo Esquadrão Antibombas como inofensiva.

Luciano Lopes Pastor havia sido preso em agosto de 2025 durante a operação “Duas Caras”, conduzida pelo Gaeco e vinculada ao Ministério Público de São Paulo. A investigação apurava desvios na gestão de organizações sociais de saúde, incluindo contratos superfaturados envolvendo hospitais e unidades básicas de saúde em diversas cidades do estado e de outros estados brasileiros. Na ocasião, o médico foi afastado do cargo de diretor-presidente do hospital psiquiátrico.

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