Músico da Filarmônica de Berlim é vítima de roubo em São Paulo e recupera o celular após perseguição
Violoncelista austríaco foi agredido e roubado por dois homens na região dos Jardins; suspeitos foram presos em flagrante.
Um violoncelista austríaco integrante da Orquestra Filarmônica de Berlim foi agredido e teve seu celular roubado por dois homens na região do Jardim Paulista, em São Paulo. O músico estava próximo ao hotel onde está hospedado quando foi surpreendido pela dupla, que o agrediu e levou o aparelho.
Após o roubo, o músico perseguiu os suspeitos gritando por socorro, o que chamou a atenção de policiais civis do Grupo Armado de Repressão a Roubos (Garra) e agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) que atuavam nas proximidades. Eles conseguiram abordar os dois homens, recuperando o celular roubado durante a revista.
Os suspeitos foram presos em flagrante e encaminhados à 1ª Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur), onde foram autuados por roubo circunstanciado, considerando a participação de duas pessoas no crime e a subtração do celular. O aparelho foi restituído à vítima.
Músico está em São Paulo para apresentações beneficentes
O artista austríaco está na capital paulista participando de uma série de apresentações da Orquestra Filarmônica de Berlim, que retorna ao Brasil após 26 anos. Os concertos têm caráter beneficente, com rendas destinadas ao tratamento de crianças e adolescentes com câncer atendidos pelo Hospital Santa Marcelina, na Zona Leste de São Paulo.
No dia anterior ao incidente, outros integrantes da orquestra fizeram uma visita ao hospital e realizaram uma apresentação especial para os pacientes em tratamento oncológico. Essa iniciativa integra uma parceria com a Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer (TUCCA).
O hospital oferece tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo complementado por recursos filantrópicos. Os valores arrecadados nos concertos custeiam despesas adicionais, incluindo medicamentos de alto custo e transporte dos pacientes. Desde 2001, aproximadamente 6 mil crianças foram atendidas pelo projeto, que apresenta uma taxa de cura de 80%.