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Belém

Ex-presidente do Ideflor-Bio e esposa são investigados por desvio de R$ 14 milhões em contratos no Pará

MPPA denuncia suposto esquema envolvendo o ex-presidente do Ideflor-Bio, sua esposa e outros por direcionamento de licitações e uso irregular de recursos.

20/10/2026 às 07h05
1 de 1 MP denuncia suposto desvio de mais de R$ 14 milhões em contratos do Ideflor-Bio, no Pará.
1 de 1 MP denuncia suposto desvio de mais de R$ 14 milhões em contratos do Ideflor-Bio, no Pará. — Foto: Reprodução

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) denunciou judicialmente um suposto esquema que teria desviado mais de R$ 14 milhões em contratos firmados pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio). Entre os denunciados estão o ex-presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto de Oliveira, e sua esposa, Lena Ribeiro Pinto.

A investigação concentra-se em três contratos assinados entre o Ideflor-Bio e a Construtora Duas Marias, celebrados entre 2023 e 2026. O MPPA aponta indícios de direcionamento nas licitações e irregularidades na execução dos serviços previstos nesses contratos.

Além do casal, a vereadora de Bragança Tatiana Ferreira Rodrigues também é alvo das apurações, sendo apontada pelo MP como gestora da empresa contratada. O Ministério Público analisa operações financeiras realizadas entre fevereiro de 2023 e março de 2026, com base em documentos administrativos, fiscais, registros bancários e outras informações obtidas com autorização judicial.

Suspeitas e teor da denúncia

Segundo o promotor de Justiça Lauro Freitas, houve denúncia que questionava a compatibilidade dos contratos com a condição financeira e a estrutura da construtora envolvida. A investigação aponta que houve repasses financeiros a terceiros após o recebimento pelos envolvidos, indicando possível corrupção e lavagem de dinheiro.

Além do desvio de recursos, a investigação aponta que os valores públicos supostamente desviados foram utilizados para aquisição de imóveis no exterior e artigos de luxo.

Medidas e respostas

O Ministério Público solicitou, em caráter cautelar, o afastamento de Nilson Pinto da presidência do Ideflor-Bio e de Lena Ribeiro Pinto, servidora da Secretaria de Estado de Educação cedida ao instituto. Ambos deixaram os cargos em julho deste ano.

Nilson Pinto se manifestou por meio de nota, afirmando receber a denúncia com indignação, mas que se mantém tranquilo e confiante na Justiça, garantindo que todos os procedimentos legais foram cumpridos nos processos de contratação.

Até o momento, Lena Pinto, a vereadora Tatiana Ferreira Rodrigues e o Ideflor-Bio não se pronunciaram sobre as acusações. A denúncia formal foi apresentada na 10ª Vara Criminal de Belém, sendo aguardada análise judicial para o andamento do processo.

O valor dos danos apontados pode ser atualizado conforme o avanço da investigação e dos desdobramentos judiciais.

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