Filme ‘Sobrevivência’ de Ben Affleck lidera na Netflix e provoca reflexão sobre política e vida em Los Angeles
Longa de Ben Affleck aborda nuances políticas, sociais e culturais entre a comunidade latina na cidade dos EUA.
O filme “Sobrevivência”, dirigido, coescrito e protagonizado por Ben Affleck, atingiu a liderança no ranking de títulos mais assistidos da Netflix desde sua estreia em 8 de outubro de 2026. A obra apresenta Affleck no papel de um candidato a prefeito de Los Angeles que vive aparentando uma vida perfeita ao lado da esposa Abigail, interpretada por Kerry Washington.
A trama ganha complexidade quando ocorre o desaparecimento do filho do casal durante um passeio com a babá Cecília, personagem de Adriana Paz, e o namorado dela, Ramón, vivido por Luis Gerardo Méndez. A partir deste evento, são reveladas as camadas ocultas das relações entre os personagens, suas prioridades, privilégios e o contraste entre a aparência e a realidade de suas vidas.
O enredo se desenvolve em um cenário político e midiático, mostrando também a relação com comunidades latinas, assunto de relevância no contexto de Los Angeles. O diretor espera que o filme consiga capturar a atenção não apenas do público latino, mas que transmita uma representação verdadeira das dificuldades enfrentadas pelos personagens.
Ben Affleck destacou a colaboração das atrizes e atores latinos durante a criação do roteiro, ressaltando que Kerry Washington, Adriana Paz e Luis Gerardo Méndez contribuíram ativamente para dar voz autêntica às cenas que retratam suas realidades.
Embora o foco principal não seja a política institucional, o filme promove uma reflexão sobre o tema ao abordar as situações vividas pelos personagens, evidenciado por uma fala em espanhol do personagem de Luis Gerardo Méndez: “Nosso filho está nas mãos desses políticos gringos”. Tal frase amplia o debate para questões como aquecimento global, guerras e injustiças que impactam a vida de imigrantes e comunidades em situação vulnerável nos Estados Unidos.
Affleck enfatiza que a política, especialmente em âmbitos locais como o imaginado no filme, envolve muito da imagem que o político escolhe projetar, como demonstra seu personagem ao usar o casamento como elemento de conquista eleitoral.