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Política

Eleições 2026: Campanhas Declararam Quase R$ 290 Milhões em Gastos com Meta, Valor Mais que Dobrou Desde 2022

Até agora, as campanhas eleitorais já gastaram ao menos R$ 288,7 milhões com a Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, segundo dados parciais do TSE.

20/10/2026 às 00h05  ·  Atualizado em 20/10/2026 às 00h06

De acordo com dados parciais divulgados com base em informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as campanhas eleitorais para as eleições de 2026 já declararam gastos que somam pelo menos R$ 288,7 milhões com a empresa Meta, controladora das plataformas Facebook, Instagram e WhatsApp. Esse montante é mais do que o dobro dos recursos gastos com a empresa em 2022, quando a soma foi de R$ 129 milhões.

Entre os partidos, o Partido Liberal (PL) é o que mais gastou diretamente com a Meta, contabilizando R$ 63,7 milhões, um valor quase quatro vezes superior ao declarado na eleição nacional anterior. O Partido dos Trabalhadores (PT) vem em seguida, com R$ 37,9 milhões, seguido pelo PSD, com R$ 30,3 milhões, e o União Brasil, com R$ 23,3 milhões. Em 2018, o PSD liderou os gastos com a Meta com R$ 3,4 milhões.

Quanto aos candidatos individualmente, Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o segundo turno da Presidência da República, registrou a maior despesa direta com a Meta, totalizando R$ 7,45 milhões. Este valor é quase três vezes maior que o registrado por seu adversário no segundo turno, Lula (PT), que declarou R$ 2,59 milhões em gastos com a empresa.

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O volume de recursos destinado à Meta tem crescido progressivamente: em 2018, o total declarado foi de R$ 22,7 milhões, enquanto os valores já anunciados para 2026 representam um aumento de mais de 1.171% em relação a essa eleição. Além do crescimento absoluto, o percentual do orçamento total das campanhas destinado à Meta também aumentou, passando de 0,7% em 2018 para patamares mais expressivos em ciclos recentes.

Este incremento nos gastos inclui pagamentos pelo impulsionamento de publicações nas redes sociais, que teve um crescimento no peso orçamentário dos candidatos, passando de 2,5% do gasto total em 2018 para 8,9% nos dados parciais de 2026. O impulsionamento é definido pelo pagamento feito a plataformas digitais para ampliação do alcance de conteúdos eleitorais, respeitando a legislação que restringe esses pagamentos exclusivamente a candidatos, partidos e coligações.

Até a data do levantamento, o prazo final para prestação de contas ainda não se encerrou, podendo haver alterações nos valores declarados. Os candidatos que participaram do primeiro turno têm até 3 de novembro para a entrega final das prestações, enquanto aqueles que avançaram para o segundo turno têm até 14 de novembro.

Recentemente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a Meta comprove em 24 horas o cumprimento de medidas para garantir isonomia na distribuição de conteúdos políticos e veiculação de anúncios eleitorais durante o segundo turno. Além disso, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral proibiu a republicação de conteúdos vetados pelo TSE por parte do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e do influenciador Pablo Marçal, além da suspensão do impulsionamento de publicações dos dois nas plataformas Meta e X até o fim do segundo turno.

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