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Economia

Como ensinar educação financeira para crianças: mesada, poupança e escolhas conscientes

Especialistas destacam métodos e desafios para introduzir conceitos financeiros aos filhos desde cedo.

Por redação gnews 12/10/2026 às 09h06

Ensinar educação financeira às crianças é uma tarefa cada vez mais importante para os pais, principalmente diante do ambiente digital atual e das compras por aplicativos. Dois exemplos práticos mostram diferentes abordagens para esse aprendizado.

Silas Gabriel, bancário, aproveita as idas ao supermercado para dar R$ 10 ao filho Rafinha, de 5 anos, para que ele escolha produtos e aprenda a comparar preços. Em casa, Rafinha tem três cofrinhos: um para gastar, outro para guardar pensando no futuro, e um terceiro para ajudar outras pessoas.

Outros pais, como a empreendedora Taiana Costa, adotaram métodos lúdicos para ensinar os filhos Lucas, de 10 anos, e o irmão, de 7, a administrar suas mesadas. Eles também têm um sistema que recompensa tarefas com ganhos extras e aplica descontos em certas situações, promovendo o cálculo do saldo mensal e o estabelecimento de metas para compras maiores.

Desafios dos pais com temas financeiros

Pesquisa realizada pela Serasa com mais de mil pais revela que o assunto mais difícil de discutir com os filhos são os investimentos, citados por 28% dos entrevistados. Dívidas, juros e fraudes financeiras também preocupam cerca de 21% dos pais. Além disso, 32% declararam que os filhos já realizaram compras não autorizadas em plataformas digitais, demonstrando a influência do meio tecnológico.

Orientações para a educação financeira infantil

Para a professora Aréthuza Zero, fundadora da Educafinanceira, a introdução ao tema deve ocorrer quando a criança começa a manifestar desejos, com conversas que estimulem o entendimento da necessidade e da escolha consciente, sem apenas dizer “não”. Ela alerta para o cuidado com noções de tempo e a necessidade de contextualizar o uso do dinheiro e o trabalho que o gera.

Quanto à mesada, Aréthuza destaca que não deve ser atrelada ao desempenho escolar nem recompensar tarefas domésticas básicas. O importante é estabelecer acordos claros e permitir que a criança experimente consequências financeiras, aprendendo com seus erros de forma construtiva.

Recomenda-se também o uso de dinheiro físico em compras cotidianas para que os pequenos desenvolvam a percepção do valor, além de acompanhar o consumo consciente e o uso de recursos digitais para evitar gastos inesperados.

Envolver as crianças nas compras de casa é outra prática positiva, ensinando planejamento, diferenças entre necessidades e desejos, e a importância do controle dos gastos domésticos, como energia e água.

Por fim, Aréthuza enfatiza o papel dos pais em conversar com honestidade, respeitando a realidade financeira da família e evitando comparações sociais que possam causar desconforto ou sentimento de inferioridade nas crianças.

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