Motorista de ônibus preso em Curitiba por dirigir alcoolizado confessou ter bebido duas cervejas
Motorista de ônibus foi detido após denunciar comportamento agressivo e direção perigosa; teste do bafômetro indicou teor alcoólico acima do limite legal.
Um motorista de ônibus foi preso em Curitiba nesta quarta-feira (14) após ser acusado por passageiros de dirigir de forma agressiva e perigosa, em zigue-zague. De acordo com a Polícia Civil, o homem confessou ter consumido duas cervejas antes de assumir o volante. O teor alcoólico aferido pelo teste do bafômetro indicou 0,93 mg/L, valor significativamente acima do limite de 0,34 mg/L previsto para caracterizar crime de trânsito.
Segundo o delegado Edgar Santana, da Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran), o motorista não possuía antecedentes criminais, mas afirmou durante o interrogatório ser dependente de álcool. O motorista permanece preso após não ter pago fiança de R$ 1,8 mil. Ele foi transferido para a Cadeia Pública na manhã de quinta-feira (15).
O caso ocorreu na linha 821 – Fernão Dias, por volta das 19h, quando cerca de 20 passageiros estavam no coletivo. Os relatos indicaram comportamento agressivo do condutor e a direção instável do veículo.
A empresa Transporte Coletivo Glória divulgou nota lamentando o episódio e classificou a conduta do motorista como inaceitável e incompatível com as normas de trânsito e os protocolos internos, reforçando que realiza periodicamente exames clínicos, avaliações médicas e testes toxicológicos em seus colaboradores. A empresa substituiu imediatamente o motorista e o veículo após o ocorrido.
A Urbanização de Curitiba (Urbs), órgão responsável pela fiscalização do transporte coletivo, informou que acompanha a situação, destacando que cabe à empresa operadora a gestão e responsabilidade pelos seus profissionais, e que não tolera atitudes que coloquem em risco a segurança dos passageiros. Segundo a Urbs, todas as providências cabíveis serão exigidas da empresa.
As autoridades judicial e ministerial agora analisam se o motorista responderá ao processo preso ou em liberdade, após a comunicação formal da prisão realizada pela polícia.