27 pessoas passam mal após consumo de bombons em escola de Pitangueiras, SP
Vigilância Sanitária investiga intoxicação alimentar envolvendo 27 alunos e funcionários após refeição em escola estadual.
Na quinta-feira (15), ao menos 27 pessoas entre alunos e funcionários da Escola Estadual Maurício Montecchi, em Pitangueiras, São Paulo, passaram mal após o consumo do almoço servido na unidade, que incluía feijoada e bombons feitos com leite em pó. Os sintomas manifestados foram principalmente vômitos, diarreia, tontura e dores abdominais.
A maioria dos afetados havia consumido a sobremesa. Parte dos estudantes começou a apresentar os sintomas quando já estava em casa. O grupo, composto por crianças de 11 a 12 anos e adultos, foi atendido na Santa Casa local, onde receberam medicação e hidratação, tendo todos recebido alta após a melhora dos sintomas.
Investigação e ações das autoridades
A Vigilância em Saúde de Pitangueiras instaurou investigação para apurar a suspeita de intoxicação alimentar. Amostras dos alimentos, incluindo tanto a feijoada quanto os bombons, e da água utilizada no preparo foram recolhidas e encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz para análise laboratorial. A Vigilância Sanitária também conduziu uma vistoria na cozinha da escola na sexta-feira (16) e não encontrou irregularidades higiênico-sanitárias nem no armazenamento e validade dos ingredientes.
A Polícia Civil realizou perícia na unidade e registrou boletim de ocorrência para apurar as circunstâncias do caso. Até o momento, não há confirmação sobre qual alimento ou ingrediente ocasionou os sintomas.
Atendimento médico e acompanhamento
Os pacientes apresentaram desidratação e alterações clínicas que exigiram atendimento com medicamentos e hidratação intravenosa. Profissionais extras foram acionados para reforçar o atendimento na Santa Casa local. As equipes reforçaram a triagem e a observação dos pacientes. Após tratamento, todos receberam alta e seguem em recuperação domiciliar.
Posicionamento da escola e autoridades educacionais
A direção da escola acompanhou os estudantes durante o atendimento hospitalar e prestou assistência às famílias, enviando representantes ao hospital. A Secretaria Estadual da Educação lamentou o ocorrido, registrou boletim de ocorrência, disponibilizou amostras para perícia e comunicou o caso ao programa Conviva-SP, responsável pela melhoria da convivência e proteção escolar.
As autoridades regionais e a gestão da escola afirmam que permanecem à disposição da comunidade e das autoridades para esclarecimentos.