Celina Leão defende gestão e nega envolvimento na crise do BRB em entrevista ao DF2
Candidata à reeleição no Distrito Federal, Celina Leão negou vínculos com a crise do Banco de Brasília e garantiu recursos para cumprir promessas de campanha.
Em entrevista concedida ao DF2 na noite de quinta-feira (15), a governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), negou qualquer relação com a crise enfrentada pelo Banco de Brasília (BRB) decorrente das operações com o Banco Master. Celina reafirmou que o Distrito Federal terá recursos suficientes para honrar as promessas da campanha, incluindo a adoção do passe livre para inscritos no CadÚnico.
Durante o programa, a candidata afirmou que a divulgação do balanço financeiro do BRB está condicionada ao andamento das negociações de empréstimo de R$ 6 bilhões solicitadas pelo banco, com prazo de pagamento previsto em 15 anos. Celina ressaltou que a antecipação da publicação poderia prejudicar financeiramente a instituição.
Ela também informou que o banco está adotando medidas legais para recuperar recursos na Justiça, referentes aos créditos que somam aproximadamente R$ 9 bilhões relacionados ao Banco Master e que atualmente estão sob administração de um liquidante, citando investigações conduzidas pelo Ministério Público e Polícia Federal.
No que tange às articulações para solucionar a crise, a governadora sugeriu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou por manter distância das operações envolvendo o Banco Master devido às investigações em curso, justificando que isso evitou associações políticas e institucionais com o caso.
Sobre a relação política, Celina Leão criticou o ex-governador Ibaneis Rocha, com quem teve uma vice-governança, destacando divergências e responsabilizando o antigo gestor por erros na administração, especialmente na área da saúde, área em que afirmou atuar com prioridade.
Acerca das finanças do GDF, a candidata afirmou que encontrou inicialmente um déficit de R$ 5 bilhões, mas que a capacidade financeira foi recuperada. No entanto, ressaltou dificuldades no orçamento remanescente, que não foi elaborado por sua gestão, e que tem buscado junto à Câmara Legislativa as autorizações necessárias para liberar despesas pendentes.
Celina assegurou que a verba para cumprir as obras e propostas de sua campanha virá da redução de despesas, citando como exemplo a mudança para o Centro Administrativo do Distrito Federal (CAD). Ela também mencionou a expansão do programa Vai de Graça como investimento que pode fomentar a economia local.
Sobre o metrô, a governadora destacou medidas como a abertura de licitação para a compra de 15 novos vagões e investimentos em infraestrutura energética, com o objetivo de modernizar e melhorar o funcionamento do sistema, criticado pelo sucateamento acumulado.
No campo educacional, ela comentou as ações implementadas após o baixo índice no Ideb, incluindo a troca da Secretaria de Educação e a reestruturação do calendário escolar. Celina negou autoritarismo e criticou protestos de professores próximos ao período eleitoral, alegando falta de diálogo do sindicato com a comunidade escolar.
Nos momentos finais, Celina Leão enumerou avanços na saúde, como o aumento significativo de cirurgias e consultas, além da construção de novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais, e ações sociais que incluem atendimento a crianças neurodivergentes e programas de acolhimento a pessoas em situação de vulnerabilidade.
Em nota, a coligação do presidente Lula contestou declarações da candidata, especialmente sobre supostos presentes do BRB ao ex-chefe de gabinete do presidente e interpretações relacionadas a diálogos envolvendo dirigentes do PT no contexto da crise do BRB, esclarecendo que não há documentos ou investigações que comprovem tais alegações.