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Rio de Janeiro

PM do Bope morto por erro de tiros na Gardênia Azul era irmão de sargento falecido em megaoperação na Penha

Tiroteio entre policiais na Zona Sudoeste do Rio causou a morte de Glaucio Marcelo Fonseca da Silva e ferimentos em outros agentes.

Por redação gnews 12/10/2026 às 00h18
1 de 1 Gláucio (E), morto na Gardênia Azul, era irmão de Heber, que morreu na megaoperação da Penha há cerca de 1 ano — Foto: Reprodução

Glaucio Marcelo Fonseca da Silva, subtenente do Batalhão de Operações Especiais (Bope), de 54 anos, faleceu após ser baleado em um tiroteio envolvendo policiais militares na manhã do domingo (11), na Gardênia Azul, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.

O incidente ocorreu quando agentes do Bope realizavam uma abordagem a um veículo no Beco do Saci, e policiais do 18º BPM (Jacarepaguá), ao verem a movimentação, confundiram os colegas com criminosos devido à baixa iluminação do local e abriram fogo. Além de Glaucio, outros cinco policiais ficaram feridos, quatro do Bope e um do 18º BPM.

Glaucio era irmão do sargento Heber Carvalho, também do Bope, morto em uma megaoperação realizada no Complexo da Penha quase um ano antes, a ação mais letal na história do Rio, com mais de 120 mortes. O subtenente Glaucio completaria 26 anos de serviço na Polícia Militar em dezembro.

Os policiais feridos foram encaminhados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. Dois já receberam alta médica, enquanto outros dois passam por tratamento pós-cirúrgico e seguem estáveis.

A ocorrência está sendo apurada pela Delegacia de Homicídios da Capital e pela Corregedoria Interna da Polícia Militar por meio da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar.

Condições precárias no local e investigação

Moradores da Gardênia Azul mencionaram problemas de iluminação e conservação do asfalto na região, destacando a escuridão e o perigo do trecho durante a noite, fatores que podem ter contribuído para a confusão entre as equipes. A Rua Guilherme Moreira, onde o confronto iniciou, permaneceu interditada para perícia durante a manhã.

O comandante do Bope, tenente-coronel Carlos Eduardo da Silveira Monteiro, divulgou nota de pesar, reconhecendo a relevante carreira de Glaucio e expressando solidariedade aos seus familiares e amigos. O policial deixa três filhos, com idades de 30, 19 e 7 anos.

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