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São Paulo

Estudantes de 14 anos de Limeira desenvolvem satélite caseiro e vencem Olimpíada Brasileira de Satélites

Tiago e Felipe criaram o projeto EduSat, que será lançado a 28 km de altura; jovens querem levar tecnologia às escolas públicas.

17/10/2026 às 18h42

Os estudantes Tiago Vitor de Oliveira Ferreira e Felipe Henrique Alves de Souza, ambos com 14 anos e moradores de Limeira (SP), desenvolveram de forma independente um satélite caseiro que lhes rendeu o 1º lugar na categoria nível 1 da Olimpíada Brasileira de Satélites (OBSAT). O aparelho, denominado “EduSat”, tem o formato aproximado de uma latinha de refrigerante e custo estimado de R$ 299.

O EduSat foi projetado para coletar e armazenar dados de sensores ambientais, transmitir informações e registrar imagens em voo. Para isso, será lançado a cerca de 28 km de altura com o auxílio de um balão meteorológico, conforme planejamento dos estudantes. Antes do lançamento, o equipamento passará por testes de resistência a vibração e magnetismo para garantir sua integridade e funcionalidade durante o voo.

Projeto educacional e futuro nas escolas públicas

Além do aspecto tecnológico, o EduSat tem forte propósito educacional. A dupla pretende implementar oficinas de engenharia e programação em escolas públicas da região, utilizando o satélite como ferramenta prática para que estudantes aprendam sobre ciência e tecnologia ao construir seus próprios dispositivos. Para ampliar o alcance do projeto, criaram apostilas didáticas e desenvolveram um agente de inteligência artificial capaz de interagir de forma lúdica e auxiliar as crianças no aprendizado.

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Segundo Tiago, um dos idealizadores, o lema “Toda Criança Pode Ser Um Cientista” reflete a missão do grupo de mostrar que o trabalho com tecnologia não é inacessível para jovens e que o envolvimento prático facilita o aprendizado, tornando a ciência mais próxima e compreensível.

Trajetória e motivação

Os estudantes contam que sempre tiveram interesse por tecnologia e áreas correlatas, adquirindo conhecimento por meio da prática e da curiosidade. A participação em olimpíadas acadêmicas incentivou a inscrição do projeto na OBSAT, iniciada no meio do ano passado. Surpresos com a repercussão e o êxito obtido, Tiago e Felipe confirmam que a confiança e pensamento positivo foram decisivos para o sucesso.

Felipe reforça que o projeto visa diminuir a distância que muitas pessoas sentem em relação à ciência e tecnologia, tornando esses campos mais acessíveis para todas as idades e incentivando a persistência no estudo mesmo diante de desafios.

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