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Espírito Santo

Sogra baleada pelo genro no Espírito Santo morre após mais de 20 dias internada

Elza Maria Hell, de 58 anos, faleceu em hospital de Colatina após ser baleada pelo genro em Itaguaçu.

17/10/2026 às 15h41

Elza Maria Hell, de 58 anos, morreu na noite de sexta-feira (16) no hospital Silvio Avidos, em Colatina, após permanecer internada por mais de 20 dias em decorrência dos ferimentos provocados por disparos de arma de fogo efetuados pelo genro. O crime ocorreu no dia 23 de setembro em Itaguaçu, na região Noroeste do Espírito Santo.

Carlos Roberto Lickteneld, de 36 anos, atirou contra Elza e contra a esposa, Fabrícia Hell, de 33 anos, que era filha dela. Fabrícia morreu no local após ser atingida na cabeça. Após os disparos, Carlos Roberto disparou contra si mesmo, vindo a falecer cinco dias depois no mesmo hospital onde Elza esteve internada.

Conforme os relatos da família, Elza foi buscar o neto, de 5 anos, para comemorar seu aniversário no dia do crime. Acompanhada da filha Fabrícia, que estava separada do marido há cerca de um mês e morava com a mãe, as duas foram surpreendidas pelo ex-companheiro, que efetuou os disparos dentro do carro onde estavam.

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Após o atentado, o acusado enviou uma mensagem para a filha mais velha do casal, de 15 anos, informando sobre o ocorrido. Ele também telefonou para um primo que compareceu ao local, onde encontrou Carlos Roberto tentando se ferir com um canivete. O primo tentou convencê-lo a desistir, mas o homem atirou contra a própria cabeça após jogar o celular no lago próximo.

O menino de 5 anos presenciou toda a cena e foi retirado pelo primo do local. Durante as buscas, a polícia apreendeu um revólver calibre .38, seis munições, sendo três intactas e três utilizadas, além de um canivete.

O crime foi registrado pela Polícia Civil como feminicídio contra Fabrícia e tentativa de homicídio qualificado contra Elza. Na ocasião, Carlos Roberto foi autuado em flagrante, devendo ser encaminhado ao sistema prisional após alta médica, o que não ocorreu devido ao seu falecimento.

Ambos os corpos, de Fabrícia e Elza, foram liberados para familiares após os procedimentos no Instituto Médico Legal em Colatina. A família informou que nunca teve conhecimento prévio de agressões cometidas pelo autor dos disparos.

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