Itapetininga tem alta de quase 30% nas medidas protetivas a vítimas de violência doméstica
De janeiro a agosto, Itapetininga registrou aumento de 26,7% nas medidas protetivas solicitadas por mulheres vítimas de violência doméstica.
Itapetininga, município do estado de São Paulo, registrou um crescimento de 26,7% nas medidas protetivas concedidas a mulheres vítimas de violência doméstica entre janeiro e agosto de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior, conforme levantamento divulgado pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).
A advogada criminalista Eliane Caixeiro explicou em entrevista à TV TEM que o aumento pode ser atribuído a dois fatores principais: o possível aumento dos casos de violência e o maior acesso das mulheres às ferramentas de denúncia e proteção. Ela destacou que as mulheres agora contam com facilidade para requisitar medidas protetivas, entre elas o aplicativo SP Mulher Segura.
Desde 2023, de acordo com a advogada, não é mais obrigatório o registro de boletim de ocorrência para solicitar a medida protetiva. No entanto, Eliane orienta que o boletim seja registrado para garantir a investigação dos crimes. O pedido da medida protetiva pode ser feito pelo telefone 180 ou diretamente pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de forma online, possibilitando a anexação de provas e agilizando o processo.
Essa simplificação no procedimento reduziu a burocracia, conforme a profissional, e contribuiu para o aumento no número de solicitações. A DDM de Itapetininga, responsável pelo atendimento às vítimas, também adotou esses métodos digitais para ampliar o acesso às mulheres em situação de risco.