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Rio de Janeiro

Setor de panificação cresce no Rio de Janeiro, mas enfrenta falta de profissionais qualificados

Mercado de panificação no Rio de Janeiro registra aumento de empregos, porém esbarra na dificuldade de encontrar profissionais com formação técnica e experiência.

17/10/2026 às 02h13
1 de 3 Mercado de panificação cresce no RJ, mas setor enfrenta dificuldade na busca por profissionais qualificados.
1 de 3 Mercado de panificação cresce no RJ, mas setor enfrenta dificuldade na busca por profissionais qualificados. — Foto: Divulgação

O mercado de panificação no estado do Rio de Janeiro apresenta crescimento no número de empregos formais, atingindo 46.216 vagas em 2025, aumento de 4,1% em relação ao ano anterior. Mesmo com o avanço do setor, empresários enfrentam desafios para contratar profissionais qualificados, especialmente padeiros e confeiteiros com experiência e conhecimento técnico adequado.

Na região de Caxias, abrangendo Duque de Caxias, São João de Meriti, Belford Roxo, Magé e Guapimirim, foram registrados 3.678 vínculos formais no setor em 2025, um incremento de 3,9% comparado a 2024. A área conta com 605 estabelecimentos de panificação e confeitaria, segundo levantamento do Observatório Firjan.

Dificuldades na contratação e importância da qualificação

Rubens Souza, sócio da Padaria Aliança em Duque de Caxias, destaca que a principal dificuldade está em encontrar profissionais com domínio dos processos de produção e das práticas de segurança alimentar. Além das competências técnicas, o perfil desejado inclui responsabilidade, organização, pontualidade e habilidade para trabalho em equipe. A disposição para aprender também é considerada na seleção quando candidatos não apresentam experiência completa.

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Para suprir essa demanda, a Firjan SENAI Caxias inaugurou uma Escola de Panificação e Confeitaria em outubro de 2026, com capacidade para formar até 300 profissionais por ano. A instituição oferece 19 cursos, incluindo panificação, confeitaria, doces finos, chocolate, decoração de bolos e fermentação natural, com o objetivo de ampliar o acesso à qualificação técnica na região.

Carreira e remuneração na panificação

Exemplo de sucesso na área, Joaquim Vicente Silva Alves, de 48 anos, começou a trabalhar no setor ainda criança e realizou curso de panificação no Senai em 1995. Atualmente, ele coordena Serviços e Atendimento ao Cliente na empresa Bunge, atuando no treinamento e suporte técnico a diversos clientes.

Dados do portal Indeed, de setembro de 2026, indicam que o salário-base médio mensal para padeiros na cidade do Rio de Janeiro é de R$ 2.352, enquanto confeiteiros recebem cerca de R$ 2.445. Os valores podem variar conforme função, experiência, empregador e região, e são orientados pelas convenções coletivas aplicáveis.

Perfil das ocupações e tendência do setor

O levantamento da Firjan apontou que, entre 2022 e 2025, os postos de trabalho ligados à operação industrial e processos produtivos na panificação cresceram 30% no estado, enquanto o total de empregos aumentou 6,4%. Esse crescimento evidencia a necessidade de trabalhadores preparados para operar equipamentos sofisticados e acompanhar processos produtivos complexos.

Raphael Veríssimo, especialista em Estudos de Competitividade da Firjan, ressalta que a qualificação profissional é fundamental para aproximar os trabalhadores das vagas disponíveis e atender às demandas das empresas do setor.

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