Democratas superam republicanos na arrecadação de fundos nas eleições de meio de mandato nos EUA
Candidatos democratas arrecadam valores significativamente maiores que republicanos em disputas-chave para o Congresso dos EUA.
Nas eleições de meio de mandato (midterms) dos Estados Unidos, que ocorrerão em 3 de novembro, os candidatos do Partido Democrata apresentam uma vantagem expressiva na arrecadação de fundos em relação aos candidatos republicanos, segundo dados reportados à Comissão Federal Eleitoral (FEC).
Apesar da doação milionária do empresário Elon Musk, que investiu US$ 276 milhões para apoiar o Partido Republicano, o desempenho dos democratas em termos financeiros supera amplamente o dos adversários em disputas estratégicas pelo Congresso.
Arrecadação expressiva em estados decisivos
Em seis estados considerados cruciais para o controle do Senado — Texas, Alasca, Ohio, Maine, Michigan e Iowa — a arrecadação dos democratas variou entre três e seis vezes o valor arrecadado pelos candidatos republicanos no terceiro trimestre de 2026 (julho a setembro), conforme análise do Punchbowl News.
Um exemplo é o democrata James Talarico, no Texas, que arrecadou US$ 64 milhões, enquanto o republicano Ken Paxton obteve US$ 10,2 milhões, com uma contribuição adicional de US$ 8,5 milhões oriunda de comitês conjuntos.
Disputas na Câmara dos Representantes
Na disputa pela Câmara dos Representantes, pelo menos 47 candidatos republicanos em exercício arrecadaram menos recursos que seus rivais democratas ou independentes. Em contraste, apenas cerca de seis titulares democratas foram superados em arrecadação por republicanos.
Esses recursos são usados em campanhas publicitárias, tanto em meios de comunicação tradicionais como televisão e rádio, quanto em plataformas sociais, em semanas decisivas para os resultados eleitorais.
Campanhas e estratégias de arrecadação
Os democratas têm enfatizado a mobilização de pequenos doadores como parte central da campanha, especialmente em distritos-chave como Michigan e Nova York. Contudo, eles também receberam contribuições significativas de grandes financiadores, seguindo a tradição das últimas eleições.
A candidata democrata à Presidência em 2024, Kamala Harris, gastou US$ 1,17 bilhão em cerca de 100 dias de campanha após a desistência do então presidente Joe Biden. Em contrapartida, Donald Trump declarou gastos de US$ 255 milhões na campanha, o que resultou em sua vitória, repetindo padrão semelhante ao registrado em 2016 com Hillary Clinton.
Apoio e mobilização dos candidatos
Donald Trump intensificou os esforços em prol dos candidatos republicanos por meio de uma série de comícios diários pelo país, buscando reverter a vantagem financeira dos democratas nas disputas estaduais e federais.