Nova chefe de imprensa de Trump admite reprovação no exame da ordem nos EUA
Katie Zacharia, nomeada chefe de imprensa da Casa Branca, reconheceu não ter sido aprovada no exame para advogados americano.
Katie Zacharia, que assumiu recentemente a posição de secretária de imprensa da Casa Branca, admitiu publicamente que não obteve aprovação no exame da ordem para advogados nos Estados Unidos, contrariando informações anteriores que indicavam sua qualificação para exercer a advocacia.
Com 41 anos, Zacharia formou-se em Direito pela Universidade Pepperdine em 2011. Contudo, a posse do diploma não garante automaticamente o direito ao exercício profissional, que depende da aprovação em exame específico. Em entrevistas recentes, ela indicou que se inscreveu para realizar o exame, mas não o obteve em decorrência de distrações relacionadas à mudança para a China com seu marido, além da intensa rotina pessoal com quatro filhos em seis anos.
Durante uma entrevista à Fox News, a secretária de imprensa confirmou que não foi aprovada no teste e também não realizou uma segunda tentativa para aprovação. Ela declarou que nunca teve a intenção de exercer a advocacia nos Estados Unidos, explicando que seus trabalhos jurídicos ocorreram vinculados a experiências na China, onde cidadãos estrangeiros não podem realizar o exame profissional local, embora possam atuar em determinadas funções jurídicas.
Zacharia destacou que, apesar de não possuir a licença para atuar como advogada, podia fornecer análises jurídicas baseadas em sua experiência e formação acadêmica. Sua nomeação para o cargo no governo do presidente Donald Trump ocorreu na semana anterior, substituindo Karoline Leavitt no comando da comunicação da Casa Branca.
A divulgação das informações gerou questionamentos sobre a autenticidade das credenciais profissionais e levou a organização de ética política Campaign for Accountability a solicitar uma investigação por parte da Ordem dos Advogados da Califórnia. Esta instituição ressaltou que, naquele estado, apresentar-se como advogado sem licença é considerada uma infração criminal.
Desde sua posse, Zacharia contou com uma breve primeira coletiva de imprensa, respondendo perguntas de apenas três jornalistas, e sua história tem sido objeto de repercussões políticas e jurídicas nos EUA.