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Cultura & Pop

Companheiros da Legião Urbana relembram Renato Russo e seu legado 30 anos após sua morte

Trinta anos após o falecimento do cantor, amigos da banda destacam a influência e a obra do líder da Legião Urbana.

16/10/2026 às 04h12

Trinta anos depois do falecimento de Renato Russo, líder da Legião Urbana, o impacto do cantor e compositor permanece vivo na música brasileira. Reconhecido pela autoria de algumas das canções mais emblemáticas do rock nacional, Renato é relembrado tanto pela obra que deixou quanto pela personalidade única e visão de mundo que compartilhava.

Em reportagem exibida pelo Fantástico, os músicos Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, parceiros de Renato na banda, recordaram histórias do amigo e refletiram sobre a importância do legado que atravessa gerações. Para Dado, Renato representava uma espécie de “livraria absurda de textos e música”, ressaltando sua vasta cultura e senso crítico. Já Bonfá pontuou o humor refinado e a inteligência do cantor, aspectos que ajudaram a construir uma obra musical de grande influência.

Carioca criado em Brasília, Renato Russo transformou vivências pessoais, reflexões políticas e temas existenciais em letras que continuam a chegar a novos públicos décadas depois. Músicas como “Tempo Perdido”, “Pais e Filhos”, “Eduardo e Mônica” e “Faroeste Caboclo” permanecem entre as mais conhecidas do repertório da Legião Urbana.

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Segundo Dado Villa-Lobos, a permanência dessas canções está relacionada à habilidade de Renato em escrever sobre temas universais, evitando referências que envelhecessem com o tempo. Essa intenção contribuiu para que suas composições se mantivessem atuais para públicos diferentes, mostrando qualidades éticas, estéticas, poéticas e culturais que dialogam com variados momentos sociais brasileiros.

O poder de conexão com o público também foi destacado pelos ex-companheiros. No palco, Renato possuía uma comunicação singular, e, conforme contado por Bonfá, “parecia que ele estava cantando para você”, traduzindo letras pessoais em experiências compartilhadas.

Renato Russo faleceu em 11 de outubro de 1996, aos 36 anos, por complicações decorrentes da aids. Mesmo após três décadas, suas composições continuam presentes em playlists, programas de televisão e performances musicais.

Sobre o que Renato estaria fazendo hoje, Marcelo Bonfá afirmou que o amigo seguiria naquilo que amava: compor, fazer música e cantar. Para os parceiros da banda, é exatamente esta produção artística contínua que mantém vivo o nome de Renato Russo. Trinta anos após sua morte, sua trajetória reforça a ideia de que, apesar da mortalidade do artista, a arte resiste e permanece.

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