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Economia

Indústria do café altera composição do blend tradicional com mais conilon para enfrentar desafios climáticos e custos

Mistura de café tradicional incorpora maior percentual de conilon devido à alta do preço do arábica e resistência do conilon a variações climáticas.

16/10/2026 às 03h06  ·  Atualizado em 16/10/2026 às 03h07

Nos últimos anos, a composição do café vendido como “tradicional” e “extraforte” sofreu alterações na indústria, conforme apuração do G1. Essas variações visam manter o sabor do produto praticamente inalterado, mas estão diretamente relacionadas a fatores econômicos e ambientais.

Historicamente, a maior parte do blend — mistura de tipos de grãos usados para preparar o café — é composta por grãos de arábica, preferidos pelo sabor mais suave e popularidade. Porém, o aumento nos preços desse tipo de grão, aliado à sua maior sensibilidade às condições climáticas, tem levado produtores e indústrias a adotarem no blend uma maior participação do conilon.

O conilon é notadamente mais resistente a variações do clima, como altas temperaturas, geadas e chuvas fora da época prevista, fatores que têm se tornado frequentes e prejudiciais à produção do arábica. Além disso, o custo menor do conilon contribui para conter os preços finais do produto.

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Segundo Eric Emiliano, sócio da L.E.K Consulting, essa substituição parcial no blend permite equilibrar custos e sustentabilidade da produção, ao mesmo tempo em que mantém o sabor tradicional percebido pelos consumidores. Essa adaptação reflete uma tendência da indústria do café em responder a desafios ambientais e econômicos em evolução.

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