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Política

Lula expressa preocupação com dívida pública e defende crescimento econômico como solução fiscal

Presidente Lula afirma que cortar gastos sociais prejudica os mais pobres e reforça importância do crescimento para reduzir déficit.

15/10/2026 às 22h48  ·  Atualizado em 15/10/2026 às 22h50

Em entrevista concedida à jornalista Renata Lo Prete para a Globo, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou preocupação com o aumento da dívida pública brasileira. Lula ressaltou que a forma apropriada de enfrentar o problema fiscal do país é incentivar o crescimento da economia, evitando cortes nos gastos que impactem a população mais vulnerável.

O presidente respondeu a questionamentos sobre a política de juros do Banco Central, liderado por Gabriel Galípolo, seu indicado, e à avaliação de que o modelo de crescimento baseado na expansão do consumo estaria esgotado. Lula enfatizou que, historicamente, ajustes fiscais que envolvem cortes de gastos tendem a penalizar os mais pobres.

Crescimento econômico como prioridade para equilíbrio fiscal

Lula destacou os resultados econômicos alcançados em seus mandatos anteriores para fundamentar sua posição. Segundo ele, o avanço econômico possibilitou ao Brasil quitar a dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI), aumentar as reservas internacionais e melhorar a posição do país no cenário mundial.

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“Porque o único jeito de você fazer o déficit, com relação à dívida, diminuir é crescer a economia, [e não] cortar [do] pobre”, afirmou o presidente.

Reconhecimento da necessidade de controle fiscal e defesa de políticas sociais

Questionado sobre a elevação da dívida pública durante seu atual governo e as críticas de economistas a esse processo, Lula declarou compreender a importância do controle das contas públicas.

“Eu sei o que é dívida. Eu sei que, se a gente perdeu o controle do nosso orçamento, a coisa quebra e vai quebrar do lado mais fraco”, disse.

Além disso, o presidente destacou suas divergências com economistas sobre a condução da política econômica e defendeu a implementação de políticas de crédito e incentivos para a microeconomia, com o objetivo de dinamizar a circulação de recursos diretamente entre a população.

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