Presidente da Câmara de Olímpia e assessores são presos por suspeita de esquema de rachadinha envolvendo sorveteria
Flávio Augusto Olmos e três assessores foram detidos em operação que investigou uso de sorveteria para repasse de valores.
O presidente da Câmara Municipal de Olímpia, Flávio Augusto Olmos (PP), e três assessores do gabinete foram presos temporariamente na manhã de quinta-feira (15) suspeitos de integrar um esquema conhecido como “rachadinha”. A operação, batizada de “Caixa Frio”, cumpriu quatro mandados de prisão e oito de busca e apreensão.
Segundo a Polícia Civil de Barretos, a operação tem como nome uma referência a uma sorveteria de propriedade de Flávio Olmos, que, conforme as investigações, foi utilizada como ponto físico para a entrega e repasse dos valores recebidos dos assessores ao presidente da Câmara.
Detalhes da investigação e ação policial
Os assessores presos foram conduzidos para cadeias nas cidades de Colina e Bebedouro. Documentos, celulares e equipamentos de informática foram apreendidos em endereços ligados ao grupo, incluindo a residência e o gabinete do vereador.
A prisão temporária tem duração inicial de cinco dias e pode ser prorrogada. Devido ao sigilo das investigações, os nomes dos demais envolvidos não foram divulgados.
Posicionamento do Legislativo de Olímpia
O vice-presidente da Câmara, Marcelo da Branca, em nota, informou que respeita o trabalho das autoridades e, por conta do sigilo das investigações, o Legislativo não se manifestará sobre o teor do inquérito. Ele ressaltou que a Casa está à disposição da Justiça para colaborar com as investigações.
Contexto
Flávio Olmos está no segundo mandato como vereador e foi eleito presidente da Câmara no ano anterior à investigação.
Esclarece-se que a prática da “rachadinha” consiste na exigência ou combinação para devolução parcial dos salários de assessores por parte do agente público. Conforme o artigo 312 do Código Penal, essa conduta configura peculato, cuja pena pode variar de dois a doze anos de reclusão, além de multa.