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São Paulo

Especialistas explicam como a escolha do nome pode influenciar o comportamento de cães e gatos

Nomes curtos e sons marcantes facilitam o aprendizado e a conexão dos pets com os tutores, dizem especialistas.

Por 15/10/2026 às 09h36

A escolha do nome de um animal de estimação pode ir além da simples denominação, exercendo influência direta no comportamento, na assimilação de comandos e na interação com os tutores, segundo explicações de especialistas ouvidos pelo g1 em Sorocaba e região.

Natasha Marcili Laganaro, bióloga e adestradora, destaca que os cães e gatos precisam reconhecer e saber “quem são”, facilitando a clareza e objetividade para a rotina do pet por meio do nome. Ela recomenda nomes mais curtos e com sons fortes, ressaltando que nomes que contêm a vogal “a” captam mais facilmente a atenção dos animais. Além disso, é aconselhável evitar que a primeira sílaba do nome coincida com sons comuns em comandos para não gerar confusão.

Outro ponto enfatizado pela bióloga é que nomes extensos podem perder a força, pois o animal pode não assimilar o nome inteiro, o que diminui o interesse. Apelidos também são possíveis desde que o pet reconheça primeiro o nome principal.

A médica veterinária e adestradora Amanda do Amaral Moreira afirma que o nome funciona como um sinal para direcionar a atenção do animal e que o som deve estar associado a oportunidades, nunca a ameaças. Ela acrescenta que há diferenças comportamentais entre cães e gatos na resposta aos chamados: os cães tendem a interagir, enquanto os gatos podem reconhecer o nome e optar por não atender.

Experiências reais com nomes criativos

Exemplos de nomes que refletem gostos pessoais ilustram as orientações dos especialistas. Em Sorocaba, a monitora de cães Marcella Batelho Maciel batizou seu gato de “Supino Miguel” em referência ao seu exercício favorito de musculação. Ela também tem cães e gatos com nomes inspirados em filmes, animes e outras referências culturais, e destaca que seus animais respondem tanto ao nome oficial quanto aos apelidos, porque receberam essa identidade desde pequenos.

Em Itapetininga, Fabianne Teles Bosco nomeou sua cachorrinha “Juma Helena”, em alusão à personagem da novela Pantanal e a outras Helenas famosas da teledramaturgia brasileira. Ela observa que o nome composto se tornou um só na fala cotidiana, facilitando a chamada do animal.

Já o jornalista Artur Vergennes adotou duas gatas e optou pelos nomes “Praliné” e “Éclair”, com inspiração em doces franceses que assistiu em um programa culinário. Ele percebe que as gatas respondem aos nomes e que a entonação da voz tem papel importante na resposta delas, indicando que cada uma possui uma forma particular de interação vocal.

Em Tatuí, o aposentado Aloísio José da Silva chamou seu cachorro de “Leon”, em homenagem ao personagem do jogo preferido dele, Resident Evil. O cachorro aprendeu comandos básicos e entende ordens semelhantes a “dar a pata” e “ficar parado”.

Orientações para avaliar o reconhecimento do nome

A adestradora Adriana reforça que para testar se o animal reconhece o próprio nome, o tutor deve chamá-lo em ambientes tranquilos, observando sinais como movimentação das orelhas, contato visual ou aproximação. Recompensas imediatas para qualquer resposta são recomendadas para reforçar o aprendizado, aumentando progressivamente o grau de dificuldade conforme evolui a atenção do pet.

Ela alerta contra o uso de broncas e gritos ao chamar o nome, para que o som não se associe a situações negativas, evitando receio e desinteresse.

Por fim, destaca que o importante para o sucesso na identificação do nome é a pronúncia consistente, de modo que o nome seja distinto e não confundido com outros comandos ou sons familiares ao animal.

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