Conflito no Oriente Médio Pressiona Estoques de Diesel e Afeta Agricultores no Rio Grande do Sul
Guerra internacional reduz abastecimento de diesel para o setor agrícola no RS, apesar de ANP afirmar que não há risco de desabastecimento no país.
A guerra no Oriente Médio tem causado impactos no abastecimento de óleo diesel para agricultores no Rio Grande do Sul, segundo relatos de produtores locais. A redução dos estoques do combustível ocorre em meio a conflitos internacionais e pressiona os preços no mercado global, afetando especialmente o setor agropecuário da região, que se prepara para o plantio da safra de verão.
De acordo com a Sulpetro, entidade que representa os postos de combustíveis na região, a diminuição no fornecimento também é impulsionada pela demanda crescente de outros estados brasileiros, que buscam o diesel na Região Sul motivados pelos preços mais atrativos. O Brasil importa cerca de 30% do diesel consumido no país, fator que agrava a vulnerabilidade diante das instabilidades internacionais.
Produtores de localidades como Santa Cruz do Sul, Júlio de Castilhos e Santa Maria relataram dificuldades para adquirir o combustível em quantidades suficientes. O agricultor Arcênio Dupont, por exemplo, conseguiu obter apenas mil litros de diesel, metade do seu consumo habitual, e agricultores atendidos pela cooperativa de Júlio de Castilhos indicaram restrições similares. Postos de combustíveis locais também enfrentam limitações, recebendo apenas metade do volume encomendado, conforme o empresário Antônio Palharin.
Em resposta às preocupações, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que não há risco iminente de desabastecimento de diesel no Estado do Rio Grande do Sul ou no restante do Brasil. Ainda assim, a agência intensificou o monitoramento dos estoques e da distribuição do produto para garantir o fornecimento.